terça-feira, 24 de novembro de 2015

Marte não é medonhamente seca.

Em 2023 representantes de nossa raça estarão rumando para Marte numa viagem de 9 meses.
- Não creio que isto vá acontecer, Zé.
Quem estiver vivo daqui há 8 anos acompanhará este evento. Mesmo quando os astrônomos julgavam que não havia água em Marte, já se desenvolvia um projeto para fixar a raça humana lá. Agora que se sabe que no planeta vermelho também tem lençóis freáticos (congelados) tudo ficou ainda mais provável. E como para confirmar essa possibilidade li a respeito no livro O Vento do Saara, de Ronald Victor C Bodley, quando da visita do autor numa região ao oeste do Saara, Mzab.

“A parte do Saara onde está Mzab é uma área medonhamente seca. Ali não se encontra fontes de água como num oásis no meio da areia do deserto. Quando o povo chegou ali, fugido de constantes saques de árabes, não viram nenhuma vegetação, forte indicação de que nunca chovia por ali. Mas sendo um vale quase abaixo da linha do mar sugeria a presença dalgum lençol subterrâneo. E a verdade é que com utensílios primitivos e trabalho tenaz descobriram água. Hoje há mais de 3.000 poços, alguns com 150m de profundidade e nenhum com menos de 50m”
- Como é que eles puxavam água dessa profundidade, Zé?

De um modo engenhoso eles retiravam a água em grandes bolsas. Depois de cavado o poço construíam um reservatório, colocavam uma roldana sobre a boca do poço e um camelo puxava a corda até a bolsa chegar a superfície. O animal puxava o peso por 50m ou 150m, até despejar a água numa calha que a conduzia para dentro da cisterna, e voltava para perto do poço quando o grande balde mergulhava na água. 

Hoje existem na região seis belas cidades em meio a oásis luxuriantes. 

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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Não se perde nenhuma das nossas generosas fadigas.

Cada geração que chega a este mundo precisa aprender tudo que seu pai e seu avô já sabem. Uma delas é a de que o que a vida nos pede é paciência e perseverança. 
Leia este parágrafo da encíclica Evangelii Gaudium, do papa Francisco (p.140): “Como nem sempre vemos de imediato os resultados, precisamos de uma certeza interior, ou seja, da convicção de que Deus pode atuar em qualquer circunstância, mesmo no meio de aparentes fracassos. Esta certeza é o que se chama 'sentido de mistério', que consiste em saber, com certeza, que se você se oferece e se entrega a Deus por amor, seguramente será fecundo. A pessoa deve sabe com certeza que a sua vida dará frutos, mas sem pretender conhecer como, onde ou quando; deve estar segura de que não se perde nenhuma das suas obras feitas com amor, não se perde nenhuma das suas preocupações sinceras com os outros,
não se perde nenhuma das suas generosas fadigas, não se perde nenhuma dolorosa paciência.

Às vezes invade-nos a sensação de não termos obtido resultado algum com os nossos esforços, mas a missão não é um negócio. É algo de muito mais profundo, que escapa a toda e qualquer medida. O Espírito Santo trabalha como quer, quando quer e onde quer. No meio da nossa entrega criativa e generosa, aprendamos a descansar na ternura dos braços do Pai. Sigamos em frente, empenhemo-nos totalmente, mas deixemos que seja Ele a tornar fecundos, como melhor lhe parecer, os nossos esforços”.