terça-feira, 12 de abril de 2016

Não passe adiante uma notícia sem verificar sua veracidade.

“Na noção de documento, hoje, já não se dá ênfase à função de garantia, mas sim de apoio a uma história, uma narrativa. O papel de garantia constituiu prova material, evidência de acontecimentos. Se a história é uma narrativa verdadeira os documentos constituíam seu último meio de prova”.
- Por que o documento não serve mais como prova?
Por muitas razões: ele pode ter sido “plantado” para nos dar uma falsa informação e pode ser tendencioso, isto é, ter sido produzido por pessoas interessadas em fazer valer uma situação que não aconteceu.
Assim, quando pesquisei e escrevi o livro Adão, Feito da Terra, tive o cuidado de agir como o autor das primeiras frases, o filósofo francês Paul Ricoeur (1913-2005) aconselhou (Tempo e Narrativa p. 197):

 “Qualquer rastro deixado pelo passado se torna um documento para o historiador, desde que ele saiba interrogar seus vestígios e questioná-los. O que guia o interrogatório do pesquisador é a própria temática escolhida por ele”.

Então, seja um historiador ou seja um simples cidadão, na procura de informações não aceite de saída um documento como verdadeiro, cheque por outras fontes para ver se é verdade e não passe adiante uma notícia sem verificar sua veracidade.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Para que não te metas aos poucos em maiores dificuldades.

“Em minha opinião, a maioria das pessoas chegou a conclusão de que todos os políticos são corruptos”. 

Esta frase foi dita por um personagem do livro Colapso, de Arthur Hailey e é o que eu e você pensamos, não é? Ele comenta mais chegando a uma conclusão a que também cheguei:
“Sendo assim, o cidadão comum se pergunta: porque deveria me castigar sendo honesto? Acredito também, vendo os políticos tirando proveito do prestígio político, que eles são responsáveis pela explosão do crime em todos os níveis, do banditismo organizado aos pequenos furtos.”
Isso sempre me faz lembrar do Evangelho (Lucas 17:1): “Jesus disse aos seus discípulos: Sempre vão acontecer coisas que fazem com que as pessoas caiam em pecado, mas ai do culpado! Seria melhor para essa pessoa que ela fosse jogada no mar com uma grande pedra de moinho amarrada no pescoço do que fazer com que um destes pequeninos peque.”
Ontem à noite, meditando na leitura de Imitação de Cristo li:
“É muito custoso contrariar a própria vontade.
Mas se não vences obstáculos pequenos e fáceis como triunfarás dos maiores?

Resiste no princípio à tua inclinação e rompe com o mau costume, para que não te metas pouco a pouco em maiores dificuldades.”