Tão distante quanto o sexto século de nossa era a leitura é incentivada. O império romano havia sido retalhado por povos do norte e do leste e a ignorância campeava na Europa, mas nos monastérios a frágil plantinha do saber era cuidada pelos monges.
O trabalho do professor José Amadeu Coelho Dias, OSB, diz: "Com efeito, foram fundados por S. Bento de Núrcia (480-547) e, na Igreja e no mundo Europeu, são apresentados como sinónimo de paciência; daí o provérbio, tantas vezes repetido, «Paciência de beneditino»! E porquê? Precisamente por causa da maneira aturada e paciente com que, nos «scriptoria» medievais dos seus mosteiros, transcreveram os escritos antigos e os transmitiram à posteridade. Com a invasão dos bárbaros que tudo destruíam, se não fosse o trabalho dos monges, ter-se-ia perdido o património cultural de gregos, romanos e dos Padres da Igreja Cristã. Está aí o mérito cultural dos monges, a sua ação educativa para o renascimento da Europa ocidental"

