quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O que desorienta é a ignorância.

A dissertação do professor Lúcio Álvaro Marques, A Revelação Cristã do Logos, diz nos dá uma informação preciosa:
“O século segundo marcou uma mudança na filosofia grego ocidental em direção à teologia, à sociedade e à religião. O pensamento de Orígenes, doutor da Igreja, prioriza o valor moral que foi capaz de tornar o cristianismo um gênero de vida e de conduta mais elaborado que o pagão. O devir do Logos cristão funde elementos das culturas grega e bárbara, gentia e hebraica, e porque a razão se mostrou capaz de mudar a personalidade, passaram de uma vida de devassidão desenfreada à prática das virtudes. É por isso que estão cobertos de poder os que ouvem a palavra de Deus, e eles a manifestam por sua disposição de alma, sua conduta e sua luta até à morte pela verdade”.

Os gregos, dedicando-se ao pensar acumularam grande conhecimento, mas os cristãos transformaram o saber em entendimento. 

Em Comentário ao livro Cântico dos Cânticos, Orígenes diz: “Se é verdade que a sabedoria é a ciência das coisas divinas e humanas e de suas causas, a palavra divina é eflúvio do poder de Deus, uma emanação puríssima da glória do Onipotente, pelo que nada de impuro nela se introduz. Pois ela é reflexo da luz eterna, espelho nítido da atividade de Deus e imagem de sua bondade. Por isso, afirmo: jamais o verdadeiro sábio rejeitará a Sabedoria cristã. Assim, um cristão que tem conhecimento verdadeiro do cristianismo, nem ficará desorientado e nem embaraçado pela sabedoria. Pois a verdadeira sabedoria não desorienta, e sim a ignorância, e a única realidade sólida é a ciência e a verdade que provêm da sabedoria”.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Era o seu arquiteto dia a dia.

JESUS, nome mais lindo da história. 
Tantos clamam para se ter fé em Jesus. Mas quem é Jesus para você? Essa era a pergunta que se fazia os cristãos por volta do ano 100: quem é Jesus?

- Zé, por favor, não complique.
Li o livro ZELOTA e emendei com A REVELAÇÃO CRISTÃ DO LOGOS, tese do mestre em teologia Lúcio Álvaro Marques, e quero compartilhar essa bela compreensão sobre quem é Jesus.
Os primeiros discípulos acreditavam o que? “Mas vós, perguntou-lhes Jesus, quem dizeis que eu sou? Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Quem o seguiu não andava atrás de um revoltoso nem de um milagreiro, seguia-o porquê acreditava que ele era o Messias, o prometido de Deus que salvaria o mundo. Eram todos judeus.
Cem anos se passaram e os cristãos judeus tornaram-se minoria, a maioria, gente de muitas nações, não conhecedores da Bíblia, eram chamados helenistas. Sua cultura era grega. Os seguidores de Jesus mais instruídos nos filósofos encontraram um personagem que se encaixava na figura de Jesus, o Logos. Como era o Logos dos gregos?
Um dos mais antigos filósofos, Hesíodo, explicava: “Logos é o meio unificador de todas as coisas do cosmo. Logos designa tanto a linguagem quanto a inteligência do mundo. Essa inteligência tem caráter divino, por isso ela organiza o cosmo. O logos congrega opostos, como teoria e prática, moralidade e intelectualidade, física e metafísica, na unidade, graças ao seu caráter. Ele desvela-se como inteligência e lei que conduz do caos ao cosmo”. Muito antes de nascer Jesus os gregos entendiam que um ser de "caráter divino" criou tudo com Deus.
Os cristãos primitivos ficaram maravilhados pois esta descrição correspondia a uma antiga narração bíblica (Provérbios 8:27-31): “Quando Deus estabeleceu os céus, lá estava eu, quando determinou as fronteiras do mar eu estava ao seu lado, e era o seu arquiteto; dia a dia eu era o seu prazer e me alegrava continuamente com a sua presença. Eu me alegrava com o mundo que ele criou, e a humanidade me dava alegria”. Os hebreus o chamavam de Sabedoria.

Foi essa crença que se perpetuou e quem acredita deve crer que Jesus não é só um judeu sábio. Ele é o Logos previstos pelos gregos e aquele, segundo os semitas, a quem Deus disse: Façamos o homem a nossa imagem. 
Ele se humanizou e viveu entre nós. Crês nisso?

Quero lhe apresentar novos amigos do livro Adão, Feito da Terra: 


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Talvez jamais nos ocorra de novo.

“Uma verdadeira imagem do passado passa célere e furtiva. É somente como imagem que lampeja justamente no instante de sua recognoscibilidade, para nunca mais ser vista, que o passado tem de ser capturado. Pois sendo uma imagem irrestituível do passado ameaça desaparecer se no presente não a se reconhece como algo intensamente buscado”, do livro Sobre o conceito da História (p.62), de Walter Benjamin.
Quando se é um bom leitor, ou mesmo um bom ouvinte, percebe-se de repente uma semelhança entre algo que está acontecendo e um momento histórico no passado:
“A preocupação de salvar o passado no presente, graças à percepção de uma semelhança que transforma os dois, é uma prova maravilhosa de atenção. Transforma o passado porque este assume uma nova forma, que poderia ter desaparecido no esquecimento; transforma o presente porque este se revela como a realização possível da promessa anterior, que poderia ter-se perdido para sempre, que ainda pode se perder se não a descobrirmos, inscritas nas linhas do atual instante”.
É fugaz, é como uma bolha de gás que sai do lodo e se incendeia no ar, igual a uma que sem querer fotografei em Piraí. Tais lampejos costumam ocorrer em momentos de ansiedade e crise, então fisguemo-los como a um peixe lindo.
“No momento de perigo, quando a imagem dialética lampeja, o historiador ou o homem atento deve dar prova de presença de espírito para captar esse momento único, essa ocasião fugaz e precária de salvação, antes que seja demasiadamente tarde. Porque essa lembrança, que se apresenta num instante de perigo, pode ser precisamente o que ‘o salva’”.

Não tenhamos medo de pensar. Ocorrendo uma ideia, paremos o que estamos fazendo. Reviremo-la na cabeça, burilando-a como um joalheiro faz com a pedra bruta. Reflitamos, escrevendo até para não esquecer. Talvez o mesmo insight jamais nos ocorra de novo, ou mesmo, ninguém mais o veja. 
Mais amigos: Aline da oficina na Ponte Alta, meu vizinho Arthur, Beth da relações públicas e José Elias do Sind. Metalúrgicos, Clóvis de segurança na internet, Eliomar o dentista do Vila Shopping, o simpático Laurício, Lucas de marketing.
 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Minha imaginação se superpõe ao que é autêntico.

É muito bom ler uma obra de Sigmund Freud. Ele escreve bem e de modo que nos prende a atenção, e o próprio assunto que ele trata – a mente e a sexualidade – nos são instigantes. Assim, comecei a ler Três Ensaios sobre a Sexualidade. Logo no prefácio – ainda não passei disso – ele fala do mesmo problema que enfrentei com a escrita de meu livro: Adão, Feito da Terra.
“Ante o caráter incompleto de meus estudos analíticos, não me restou senão seguir o exemplo daqueles descobridores que têm a felicidade de trazer à luz do dia, após longo sepultamento, as inestimáveis embora mutiladas relíquias da antiguidade. Restaurei o que faltava segundo os melhores modelos que me eram conhecidos de outras análises, mas, como um arqueólogo consciencioso, não deixei de assinalar em cada caso o ponto onde minha construção se superpõe ao que é autêntico”.
É sempre assim, não se consegue abranger toda verdade, em nenhuma ciência, e o estudioso tem de completar o que falta com material de sua imaginação.
Então, ele começa a falar dos sonhos dos pacientes: “Já mencionei, como foi que deparei com o problema dos sonhos. Encontrei-o em meu caminho quando me empenhava em curar as psiconeuroses, pois meus pacientes me contavam sonhos que pareciam reclamar inserção na longa trama de relações tecida entre um sintoma da doença e uma patogenia. Nessa época, aprendi a traduzir a linguagem dos sonhos em formas de expressão de nossa própria linguagem, compreensíveis. Esse conhecimento, posso asseverar, é imprescindível para o psicanalista, pois o sonho é um dos caminhos pelos quais pode aceder à consciência o material psíquico que, em virtude da oposição criada por seu conteúdo, foi bloqueado da consciência, recalcado, e assim se tornou patogênico”.

Vou continuar a ler e depois conto mais.
Meus novos amigos: Roberto da Galeria Kennedy, Andreia contadora da Sávio Gama, Erenice com salão no ed. Pastor (também com curso de teologia católica), veterinário Duílio em Niterói, Fogaça em sua imobiliária no Shopping Vila, Gercy e sua loja de m´veis rústicos na 7 Setembro, Gustavo ajudando sua mãe no Espaço de Vida Saudável no Shopping Vila, e Maurício do Grêmio Administrativo.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O jeito é se conformar e “engolir o sapo”.

Um pregador com sua Bíblia na mão tem que fazer muitos malabarismos para explicar determinadas doutrinas. Meu pai, que não menosprezava as Escrituras, me mostrou as palavras de um filósofo que disse: “A Bíblia é uma velha rabeca (violino) com a qual se pode tocar qualquer toada”. No livro Zelota o iraniano Reza Aslan me fez ver algo que sabia e não via. 
Nem passara ainda dez anos da crucificação de Jesus quando começou um cisma na Igreja Cristã. Saulo, inimigo dos cristãos converteu-se em 37 e.C e, já profundo conhecedor da Bíblia, começou a pregar em cidades gregas, a quem nunca lera a Bíblia. E ensinava diferente dos apóstolos e da igreja em Jerusalém, cujo bispo era Tiago. Na carta que ele escreveu aos cristãos na Galícia, Paulo disse (2:16): “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada”. Tiago disse em sua carta (1:23 e 2:10): “Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecediço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito. Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos”. 
O livro Zelota, conta (p. 225): “Nunca houve qualquer dúvida sobre onde se colocaria a lealdade da comunidade cristã. Tiago, Pedro e João, estes eram os pilares da Igreja. Eles eram os principais personagens de todas as histórias que se contavam sobre Jesus. Foram os homens que andaram com Jesus. Estavam entre os primeiros a vê-lo ressuscitar dos mortos. A autoridade que os apóstolos mantinham sobre suas vidas era inabalável. Nem mesmo Paulo poderia escapar dela. Em 57 e.C ele precisou apresentar-se perante Tiago e arrepender-se publicamente do que pregava”. 
Lucas conta assim (Atos 21:17-24): “E, logo que chegamos a Jerusalém, os irmãos nos receberam de muito boa vontade. E no dia seguinte, Paulo entrou conosco em casa de Tiago, e todos os anciãos vieram ali. E, havendo-os saudado, contou-lhes por miúdo o que por seu ministério Deus fizera entre os gentios. E, ouvindo-o eles, glorificaram ao Senhor, mas disseram-lhe: “Bem vês, irmão, quantos milhares de judeus há que creem, e todos são zeladores da lei. E já acerca de ti foram informados de que ensinas todos os judeus que estão entre os gentios a apartarem-se de Moisés, dizendo que não devem circuncidar seus filhos, nem andar segundo o costume da lei. Que faremos pois?  Em todo o caso é necessário que a multidão se ajunte; porque terão ouvido que já és vindo. Faze, pois, isto que te dizemos: Temos quatro homens que fizeram voto. Toma estes contigo, e santifica-te com eles, e faze por eles os gastos para que rapem a cabeça, e todos ficarão sabendo que nada há daquilo de que foram informados acerca de ti, mas que também tu mesmo andas guardando a lei”. 
E Paulo se retratou. Quantas vezes temos de nos submeter aos superiores! O jeito é se conformar e “engolir o sapo”.
Mais amigos estão lendo Adão, feito da Terra: o dentista Júlio da 33, o vendedor de carros Adriano de Niterói, Alberto do Espaço Antoneli 33, Alex cabeleireiro na Beira Rio, a cabeleireira Berê do CBS e Érika e colaboradora de outro salão no CBS.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Ora, você tem mais o que pensar!

Ora, você tem mais o que pensar, mas me pareceu tão revelador isto que li no livro Zanota, que não posso me conter e quero te contar. Jesus uma vez fez uma enquete com seus discípulos:    
“- Quem as pessoas dizem que sou?
- Alguns dizem que tu és João Batista.
- Outros dizem que és Elias.
- Ainda outros que és Jeremias.
- Mas quem vós dizeis que eu sou?
- Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo.
Então, Jesus ordenou que não contassem a ninguém que ele era o Messias (Mateus 16:13-16)”.
O livro diz (p. 152): “Existe um termo que os estudiosos dão a esse estranho fenômeno: segredo messiânico. Alguns acreditam que foi um jogo de marketing, pois conta Marcos em seu evangelho (7:36): 'Quanto mais ele lhes ordenava mais excessivamente eles o proclamavam'. Porém, quando se referia a si mesmo, Jesus usava um título completamente diferente e enigmático. Chamava a si mesmo de ‘o Filho do Homem’. Muitos concordam que Jesus tirou este título de uma visão do profeta Daniel (7:13, 14): ‘Na mesma visão vi um Filho do Homem que vinha entra as nuvens do céu. Ele foi até onde estava Aquele que Sempre Existiu e deram-lhe o poder e a autoridade de rei a fim de reger todas as nações’. Este Reino de Deus fará uma inversão completa da presente ordem, na qual os pobres serão ricos e os humildes poderosos. Quem melhor do que Jesus para incorporar esta nova ordem social já que tinha esses valores invertidos em sua cabeça. Pois, como rei, nem lugar próprio tinha para reclinar a cabeça”.

Jesus ensinava que em seu Reino os mansos herdarão a Terra, que os famintos seriam saciados e os que choram não chorarão mais. Eu e você, conseguiremos aceitar um mundo assim?  
Novos amigos: Jairo que conserta joias e fuma pra caramba, Adrina da ótica Sider, José Pereira da firma de informática no Aterrado, Marilena do salão na Sávio Gama, a dentista Maria Vinciprova,da Vila, e Marcelo que faz baners na Vila.