"Pois então vou contar uma história pra você. É sobre o lugar de onde vim, na África. O chefe do nosso povo ficava sentado numa cadeira grande feita com dentes de elefante. Um homem ficava segurando um guarda-sol sobre a cabeça dele. Ao lado ficava outro homem, era através dele que o chefe nos falava. Ele só falava através desse homem e o povo só podia falar com ele por esse homem. Mas o que quero te contar mesmo é de uma figura pintada no guarda-sol: uma mão segurando um ovo. Isso representava o cuidado que o chefe devia ter com seu povo" - Negras Raízes, de Alex Haley, p 251.
Um escravo africano contava de sua vida passada.
Como vivemos num tempo em que o dinheiro - sempre foi assim, mas agora se chegou ao limite - vale mais do que uma vida, os governantes sempre criam leis que protejam o capital e tornam a nossa vida mais difícil. Estamos numa ladeira em que essa bola de neve só vai ficar maior. Ah, o livro fala de outro detalhe.
"O rei segurava um bastão onde na cabeça estava esculpida uma tartaruga com uma abelha pousada no casco. Lembrava ao povo que a tartaruga não sente a picada da abelha porque tem um casco duro. Representava que para aguentarmos essa vida, temos de ter paciência e um casco duro".
sexta-feira, 24 de março de 2017
terça-feira, 7 de março de 2017
Não adianta chorar.
Estou relendo NEGRAS RAÍZES, de Alex Haley.
Ainda no começo acompanho o crescimento de Kunta Kinte numa aldeia, na África. Chamou-me atenção a escola mantida pela própria aldeia: “Agora que estava com seis anos ele teria de cuidar das cabras de seu pai e ir a escola. Cada um levando orgulhosamente sua tábua de escrever, uma pena e um pedaço de bambu com tinta seguiram ansiosamente para o pátio. O mestre mandou que se sentassem e logo andou no meio deles dando golpes nos reta...rdatários com uma vara flexível. E disse: É preciso que me obedeçam com presteza, não é permitido nenhuma conversa a menos que eu lhes peça para falar e quem desobedecer será mandado imediatamente para a casa dos pais. Quem chegar atrasado também volta para casa. Sabem bem o que suas mães e pais vão fazer. Vocês não são mais crianças, agora têm responsabilidades e tem que as assumir”.
Esse tempo passou, não é possível mais se usar uma vara ou chinelo, quer na escola quer em casa. Mas a disciplina precisa continuar, em casa e na escola. Se não, vamos formar pessoas sem caráter. Vamos criar cobras para nos morder. E, então, não adianta chorar.
Ainda no começo acompanho o crescimento de Kunta Kinte numa aldeia, na África. Chamou-me atenção a escola mantida pela própria aldeia: “Agora que estava com seis anos ele teria de cuidar das cabras de seu pai e ir a escola. Cada um levando orgulhosamente sua tábua de escrever, uma pena e um pedaço de bambu com tinta seguiram ansiosamente para o pátio. O mestre mandou que se sentassem e logo andou no meio deles dando golpes nos reta...rdatários com uma vara flexível. E disse: É preciso que me obedeçam com presteza, não é permitido nenhuma conversa a menos que eu lhes peça para falar e quem desobedecer será mandado imediatamente para a casa dos pais. Quem chegar atrasado também volta para casa. Sabem bem o que suas mães e pais vão fazer. Vocês não são mais crianças, agora têm responsabilidades e tem que as assumir”.
Esse tempo passou, não é possível mais se usar uma vara ou chinelo, quer na escola quer em casa. Mas a disciplina precisa continuar, em casa e na escola. Se não, vamos formar pessoas sem caráter. Vamos criar cobras para nos morder. E, então, não adianta chorar.
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