terça-feira, 7 de março de 2017

Não adianta chorar.

Estou relendo NEGRAS RAÍZES, de Alex Haley.
Ainda no começo acompanho o crescimento de Kunta Kinte numa aldeia, na África. Chamou-me atenção a escola mantida pela própria aldeia: “Agora que estava com seis anos ele teria de cuidar das cabras de seu pai e ir a escola. Cada um levando orgulhosamente sua tábua de escrever, uma pena e um pedaço de bambu com tinta seguiram ansiosamente para o pátio. O mestre mandou que se sentassem e logo andou no meio deles dando golpes nos reta...rdatários com uma vara flexível. E disse: É preciso que me obedeçam com presteza, não é permitido nenhuma conversa a menos que eu lhes peça para falar e quem desobedecer será mandado imediatamente para a casa dos pais. Quem chegar atrasado também volta para casa. Sabem bem o que suas mães e pais vão fazer. Vocês não são mais crianças, agora têm responsabilidades e tem que as assumir”.

Esse tempo passou, não é possível mais se usar uma vara ou chinelo, quer na escola quer em casa. Mas a disciplina precisa continuar, em casa e na escola. Se não, vamos formar pessoas sem caráter. Vamos criar cobras para nos morder. E, então, não adianta chorar.

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