domingo, 3 de janeiro de 2016

Num dogma acredita quem quiser.

Desde que me entendo como gente gosto de ler e passei a vida tentando convencer à todos, começando por minha mulher e meus filhos, que ler é muito bom.
A leitura nos faz refletir... e é aí que mora o perigo. 
Estou na página 277 do Livro Negro da Psicanálise e um dos autores diz: “Freud e outros bons analistas, reconhecem que as provas que podem apresentar para confirmar a veracidade da psique não constituem a base de suas convicções”. Quer dizer: acreditam no valor da análise para ajudar uma pessoa e ponto.
Diz mais: “O sucesso terapêutico não pode conferir veracidade às teses da psicanálise, assim como as curas de Lourdes não podem confirmar nem refutar a doutrina da Imaculada Conceição”. A gente acredita ou não.

Desde tempos imemoriais alguns homens tiveram ideias, ou revelações. Muitos morreram acreditando sozinho no que “viram”, mas outros encontraram seguidores. E aí, pode-se ‘esfregar na cara’ dele que está vivendo um erro que ele não aceita rever seu ponto de vista. Uma Testemunha de Jeová entende que dar uma transfusão de sangue no filho seria condená-lo a morte eterna por Jeová. E não adianta argumentar com ela, sua razão diz que está certa e acabou. Pode-se mostrar a um PTista como seu partido quase acaba com o Brasil e ele vai te 'jogar no colo' muitos benefícios que esta diretriz política deu ao país.

Anotei na página do livro: “Uma força emana de uma ideia, esta se torna convicção e finalmente um dogma. Acredita quem quiser”.    

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