Houve dois papas governando a Igreja ao mesmo tempo.
Não estou falando de hoje quando temos o Papa Francisco em
governo e o papa Bento XVI em repouso. Aliás, na história da Igreja Católica
Romana houve diversas ocasiões em que dois papas dividiam a governança. O livro
Colunas Vivas de São Pedro, descrevendo as decisões dos concílios entre os anos
1.000 e 1.200, fala de diversos casos assim. Naqueles séculos a Europa tinha um
Império, o Romano Germânico, e pequenos reinos. Por diversas vezes, por
discordar do Papa, o imperador do momento escolhia um outro e impunha que
bispados o aceitassem. O povo, vivendo oprimido pelos senhores feudais
aceitava o Papa imposto pelo imperador, mas oravam para que Deus Pai e Jesus, o
verdadeiro Senhor da Igreja, colocassem ordem em Sua Casa.
Os Papas que não foram escolhidos pelo Espírito Santo não
duravam e o Sucessor de Pedro continuava sua linhagem pela fé. “A Autoritas apostólica consistia num
fenômeno social fundamentalmente inconsciente. A razão que fazia os papas
atraírem para si colaboradores e vassalos em altas posições políticas e
senhoriais, vinha de sua autoridade moral e espiritual de chefe da Cristandade.
Veja este caso: O prior de Saint-Martin-des-Champes relutou em aceitar a doação
de um sanguinário Senhor feudal, mas o cardeal Pierleoni disse-lhe: ‘Pela
autoridade da Sé Apostólica que me foi entregue absolvo-o de qualquer temor de
consciência’”.
A Igreja tinha o poder de perdoar e acalmar consciências,
quer poder humano maior que esse?


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