sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Quer poder humano maior que esse?

Houve dois papas governando a Igreja ao mesmo tempo.
Não estou falando de hoje quando temos o Papa Francisco em governo e o papa Bento XVI em repouso. Aliás, na história da Igreja Católica Romana houve diversas ocasiões em que dois papas dividiam a governança. O livro Colunas Vivas de São Pedro, descrevendo as decisões dos concílios entre os anos 1.000 e 1.200, fala de diversos casos assim. Naqueles séculos a Europa tinha um Império, o Romano Germânico, e pequenos reinos. Por diversas vezes, por discordar do Papa, o imperador do momento escolhia um outro e impunha que bispados o aceitassem. O povo, vivendo oprimido pelos senhores feudais aceitava o Papa imposto pelo imperador, mas oravam para que Deus Pai e Jesus, o verdadeiro Senhor da Igreja, colocassem ordem em Sua Casa.

Os Papas que não foram escolhidos pelo Espírito Santo não duravam e o Sucessor de Pedro continuava sua linhagem pela fé. “A Autoritas apostólica consistia num fenômeno social fundamentalmente inconsciente. A razão que fazia os papas atraírem para si colaboradores e vassalos em altas posições políticas e senhoriais, vinha de sua autoridade moral e espiritual de chefe da Cristandade. Veja este caso: O prior de Saint-Martin-des-Champes relutou em aceitar a doação de um sanguinário Senhor feudal, mas o cardeal Pierleoni disse-lhe: ‘Pela autoridade da Sé Apostólica que me foi entregue absolvo-o de qualquer temor de consciência’”.

A Igreja tinha o poder de perdoar e acalmar consciências, quer poder humano maior que esse?    

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