Vou tentar porque lhe ajudará quando for ler seja o que for: uma apostila de um curso, uma notícia de jornal ou um livro técnico ou romântico.
Estou estudando o livro Tempo e Narrativa do filósofo Paul Ricoeur ,que ensina (p.290): “O autor que mais respeita seu leitor não é o que o gratifica ao mais baixo custo e só atinge seu leitor se compartilhar com ele um repertório familiar”.
Uma leitura que não tenha nada de novo para o leitor é uma perda de tempo. Tem que se puxar pelo raciocínio ou se empurrar para reflexão a mente assediada de bobagens e ideias repetidas. Tudo muito familiar.
“Por outro lado, o autor que pratica uma estratégia de desfamiliarização estimula uma leitura ativa, uma leitura que permita dizer: algo se passa nesse jogo, o que vou ganhar é proporcional ao que vou perder. A balança desse ganho e dessa perda é desconhecida do leitor”.
“Na realidade, é a pós-leitura que decide se a estase de desorientação gerou uma dinâmica de uma reorientação”.
Se um livro te faz parar e reler de novo o parágrafo é sinal de que ele mexeu com velhos conceitos que carregava.
No meu livro Adão, Feito da Terra, meu leitor acompanha o desespero de um jovem líder religioso perseguido por fanáticos da velha religião. Então, deixou-o estirado no chão e quem lê pergunta: morreu? está só ferido? Então dou um salto no tempo e no espaço e a pessoa com meu livro aberto nas mãos descobre que aquele moço idealista é o próprio...


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