E acrescentou ao que escrevi
sobre os judeus na Invasão Holandesa:
“Quando houve a Insurreição Pernambucana, a proporção de
holandeses era de seis para cada pernambucano. Vencemos as batalhas, mas, para
expulsá-los do país Pernambuco teve que construir os navios, pagar soldo aos
mercenários e indenizar os agiotas judeus. Mesmo assim Pernambuco levou outros
prejuízos. Os holandeses aprenderam a técnica do refino do açúcar e foram
instalando engenhos por todo o trajeto, a começar pelo que se chamou de Guiana
Holandes . Junto com os holandeses expulsos foram os serfadins, brasileiros
filhos dos judeus. Chegando numa certa ilha, compraram-na dos índios por
espelhos e quinquilharias. Fundaram um posto comercial, que de desenvolveu e
tomou o nome de Nova Amsterdã, que fica na ilha de Manhattan. Os ingleses
tomaram o entreposto e trocaram o nome para New York. Quer saber mais?”
Claro,
sempre quero aprender mais com quem sabe tanto.
Mas o livro
JUDEUS E MARRANOS NO BRASIL HOLANDÊS, de Daniela T Levy, fala sobre a expulsão
dos "agiotas judeus" transcrevendo um trecho da poesia do rabino
Isaac Aboab da Fonseca sobre os dias que antecederam a vitória luso-brasileira:
"Começou então a fome.
O corpo
ficou reduzido quase a ossos.
Era o momento
desejado pelo inimigo
para
tornar-se o dono dos bens do povo de Israel.
Deus
permitiu porém, que sua gente fosse salva
por dois
navios vindos da Holanda.
Lembrai e
guardai isto, meus irmãos:
Aquele dia
houve um milagre de Deus”.
Os luso-brasileiros
foram magnânimos, como bem afirmou maestro Caaraura. O livro diz: “Diferente de
outros momentos da história em que judeus foram obrigados a abandonar casas e
foram reduzidos à miséria, em 1654, receberam respeito. Foi-lhes dado permissão
para encerrar seus negócios, vender seus bens e navios foram disponibilizados
para a travessia à outras regiões e abastecidos com mantimentos de remédios”.
Viva o povo
brasileiro! Somos tão bonzinhos!


Nenhum comentário:
Postar um comentário