quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Maestro Caaraura, ele sabe tudo.


E acrescentou ao que escrevi sobre os judeus na Invasão Holandesa:
“Quando houve a Insurreição Pernambucana, a proporção de holandeses era de seis para cada pernambucano. Vencemos as batalhas, mas, para expulsá-los do país Pernambuco teve que construir os navios, pagar soldo aos mercenários e indenizar os agiotas judeus. Mesmo assim Pernambuco levou outros prejuízos. Os holandeses aprenderam a técnica do refino do açúcar e foram instalando engenhos por todo o trajeto, a começar pelo que se chamou de Guiana Holandes . Junto com os holandeses expulsos foram os serfadins, brasileiros filhos dos judeus. Chegando numa certa ilha, compraram-na dos índios por espelhos e quinquilharias. Fundaram um posto comercial, que de desenvolveu e tomou o nome de Nova Amsterdã, que fica na ilha de Manhattan. Os ingleses tomaram o entreposto e trocaram o nome para New York. Quer saber mais?”
Claro, sempre quero aprender mais com quem sabe tanto.
Mas o livro JUDEUS E MARRANOS NO BRASIL HOLANDÊS, de Daniela T Levy, fala sobre a expulsão dos "agiotas judeus" transcrevendo um trecho da poesia do rabino Isaac Aboab da Fonseca sobre os dias que antecederam a vitória luso-brasileira:
 "Começou então a fome.
O corpo ficou reduzido quase a ossos.
Era o momento desejado pelo inimigo
para tornar-se o dono dos bens do povo de Israel.
Deus permitiu porém, que sua gente fosse salva
por dois navios vindos da Holanda.
Lembrai e guardai isto, meus irmãos:
Aquele dia houve um milagre de Deus”.
Os luso-brasileiros foram magnânimos, como bem afirmou maestro Caaraura. O livro diz: “Diferente de outros momentos da história em que judeus foram obrigados a abandonar casas e foram reduzidos à miséria, em 1654, receberam respeito. Foi-lhes dado permissão para encerrar seus negócios, vender seus bens e navios foram disponibilizados para a travessia à outras regiões e abastecidos com mantimentos de remédios”.

Viva o povo brasileiro! Somos tão bonzinhos!  

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