quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A criação do homem foi um bioevento magnífico.


Vivemos numa idade do planeta Terra chamada Fanerozoico que começou a 542 milhões de anos e esse nome significa: quando a vida se multiplicou. Esse Éon, é assim que é designado, divide-se em três eras: Paleozoica (a mais antiga) Mesozoica e a que vivemos, Cenozoica. Esta, que começou a 65, milhões de anos, divide-se em três períodos: Paleogeno, Neogeno e Quaternário (no qual vivemos). Vivemos numa época geológica denominada Holoceno que começou há 10 mil anos. Mas o que me tem atraído é o momento em que entre os grandes macacos, que já existiam há 7 milhões de anos, começaram acontecer mutações que se se adaptaram e surgiram os hominídeos, isto há 6 milhões de anos. Essa época geológica chamava-se Mioceno e pertenceu ao período Neogeno.

Um irmão evangélico tradicionalista, interporia: A Bíblia não fala nada disso!
E está lá, não só o Éon Fanerozoico como todos os quatro, que compõe a idade do planeta, 4 bilhões e 500 milhões de anos. E todo este tempo fabuloso está descrito no capítulo 1 de Gênesis e nos 4 versículos iniciais do capítulo 2 que conclui assim: E foi assim que o céu e a Terra foram criados.
O Éon Fanerozoico começou na descrição do versículo 20: “E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus”. E a época Mioceno começa no versículo 26: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”. Nada aconteceu do dia para a noite, mas demorou tempos e tempos.
Li na Revista Brasileira de Geociências o trabalho de três cientistas sobre o período Mioceno, o seguinte: “Nas últimas décadas os trabalhos desenvolvidos relacionam a evolução dos seres vivos com os processos da crosta terrestre. Assim, para a caracterização dos bioeventos – uma mutação aproveitada pela natureza - é necessário realizar a reconstrução histórica das áreas de endemismo – onde surgiram organismos com uma distribuição limitada a habitats especializados, nativos de uma área geográfica restrita como um continente, ou a áreas muito reduzidas, como o topo de uma montanha. Os mecanismos alocíclicos - processos tais como movimentos tectônicos e mudanças climáticas - da deriva continental, clima e variação do nível do mar influenciaram os bioeventos sob os aspectos global, regional e local”.
A criação do homem foi um bioevento magnífico, a conclusão de um grande projeto.

Mas nem todos acreditam assim. Numa postagem que fiz no grupo Archeology, do Facebook, o espanhol Javier, disse: Monos es posible, Dioses los descarto.

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