quinta-feira, 19 de março de 2015

"Matar um infiel é essencial à salvação da alma".

O articulista do Diário do Vale, Jorge Luiz Calife, escreveu no caderno Lazer de 16/03/2015, falando do seriado de astronomia, Cosmos:  “O Cosmos de Neil de Grasse Tyson é certamente mais polêmico do que a versão antiga. Vivendo em um mundo aterrorizado pelo fundamentalismo religioso... é implacável com o criacionismo e com ideias religiosas medievais”. 

Estou lendo um ensaio do filósofo Arthur Schopenhauer, Religião e o Vazio da Existência em que escreveu: “As religiões, assumidamente, apelam não à convicção respaldada em argumentos, mas na crença baseada numa revelação. E como a capacidade de acreditar é mais aguçada na infância elas tomam o cuidado especial em enraizar essas doutrinas de fé com ameaças a perda da salvação. Na infância, essas doutrinas apresentadas com seriedade não permitem possibilidade de dúvida ou questionamento e esta impressão nas mentes jovens resulta ser tão profunda que dificilmente eles terão coragem de perguntar: isso é verdadeiro? Se, por exemplo, for ensinado a um jovem árabe que matar um infiel é essencial à salvação futura da alma, quase todos fariam disso o objetivo principal de suas vidas”.
- Então, Zé, você é contra ensinar religião nas escolas?

Uma criança deve receber as informações mais variadas possíveis, então temas religiosos são necessários de conhecer, mas o professor, quando o tema contrariar a ciência humana comprovada tem o dever de mencionar isto aos seus discípulos. 

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