O
articulista do Diário do Vale, Jorge Luiz Calife, escreveu no caderno Lazer de
16/03/2015, falando do seriado de astronomia, Cosmos: “O Cosmos de Neil de Grasse Tyson é certamente
mais polêmico do que a versão antiga. Vivendo em um mundo aterrorizado pelo
fundamentalismo religioso... é implacável com o criacionismo e com ideias
religiosas medievais”.
Estou lendo um ensaio do filósofo Arthur Schopenhauer,
Religião e o Vazio da Existência em que escreveu: “As religiões, assumidamente,
apelam não à convicção respaldada em argumentos, mas na crença baseada numa revelação.
E como a capacidade de acreditar é mais aguçada na infância elas tomam o
cuidado especial em enraizar essas doutrinas de fé com ameaças a perda da
salvação. Na infância, essas doutrinas apresentadas com seriedade não permitem
possibilidade de dúvida ou questionamento e esta impressão nas mentes jovens
resulta ser tão profunda que dificilmente eles terão coragem de perguntar: isso
é verdadeiro? Se, por exemplo, for ensinado a um jovem árabe que matar um
infiel é essencial à salvação futura da alma, quase todos fariam disso o
objetivo principal de suas vidas”.
- Então, Zé,
você é contra ensinar religião nas escolas?
Uma criança
deve receber as informações mais variadas possíveis, então temas religiosos são
necessários de conhecer, mas o professor, quando o tema contrariar a ciência
humana comprovada tem o dever de mencionar isto aos seus discípulos.


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