Quando se
está lendo dois livros, fatalmente eles se entrelaçam. Certos trechos tratam do
mesmo assunto. Desta vez o objeto da atenção foi Deus.
Em O Senhor
Smith, o personagem diz p.256: “Se eu aceitasse Deus como um pai benevolente,
às vezes colérico, distribuindo favores e castigos, talvez tivesse simplificado
minha vida. Devo dizer que acredito em Deus como uma força que arrancou do caos
um universo. Se ele é uma poderosa coleção de leis e impessoal, ou se é Jeová, zeloso
e protetor, vingativo e terrível, não sei dizer”. Com certeza tem aí a maneira
de pensar do autor, o norte-americano Louis Bromfield (1896-1956).
Em No
Coração da Igreja, no capítulo que fala dos sermões de São Bernardo, francês e
franciscano (1090-1153),
diz que ele ensinou p.218: “’O Verbo era Deus’, mas os homens
não sabiam como Ele é e como pensa. Então, fabricavam ídolos conforme seus
próprios corações. Pois Ele era incompreensível e inteiramente impensável. Por
isso, Deus desceu a Terra, porque queria ser compreendido e ter seu pensamento
exposto a nós. Mas de que modo fez isso?, perguntas. Ele se fez conhecido
deitado no presépio, no colo da Virgem, pregando incansavelmente aos homens,
reclinado em oração, pendente na cruz e pálido na morte, mas também mostrando
aos apóstolos as marcas dos cravos e subindo ao céu”.
O que fazer?
Como um leitor que lê num livro uma coisa e em outro algo diferente, deve
pensar? Como dizem os jovens de hoje: tudo junto e misturado.



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