domingo, 21 de dezembro de 2014

Como dizem os jovens: tudo junto e misturado.

Quando se está lendo dois livros, fatalmente eles se entrelaçam. Certos trechos tratam do mesmo assunto. Desta vez o objeto da atenção foi Deus.
Em O Senhor Smith, o personagem diz p.256: “Se eu aceitasse Deus como um pai benevolente, às vezes colérico, distribuindo favores e castigos, talvez tivesse simplificado minha vida. Devo dizer que acredito em Deus como uma força que arrancou do caos um universo. Se ele é uma poderosa coleção de leis e impessoal, ou se é Jeová, zeloso e protetor, vingativo e terrível, não sei dizer”. Com certeza tem aí a maneira de pensar do autor, o norte-americano Louis Bromfield (1896-1956).

Em No Coração da Igreja, no capítulo que fala dos sermões de São Bernardo, francês e franciscano (1090-1153), 

diz que ele ensinou p.218: “’O Verbo era Deus’, mas os homens não sabiam como Ele é e como pensa. Então, fabricavam ídolos conforme seus próprios corações. Pois Ele era incompreensível e inteiramente impensável. Por isso, Deus desceu a Terra, porque queria ser compreendido e ter seu pensamento exposto a nós. Mas de que modo fez isso?, perguntas. Ele se fez conhecido deitado no presépio, no colo da Virgem, pregando incansavelmente aos homens, reclinado em oração, pendente na cruz e pálido na morte, mas também mostrando aos apóstolos as marcas dos cravos e subindo ao céu”.

O que fazer? Como um leitor que lê num livro uma coisa e em outro algo diferente, deve pensar? Como dizem os jovens de hoje: tudo junto e misturado.  

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