“Há uma
impressão chocante, de algo que acabou não sendo executado, na morte de um
jovem” – p.227 do livro Sr. Smith.
O personagem
está numa ilha do Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial, e diz isso olhando
um jovem japonês morto. Um soldado, vendo a mesma cena, não se aguenta e diz:
“Somos é uns
estúpidos muito desengraçados! Precisava aparecer alguém que dissesse, com
autoridade: Parem com isso! Pelo seu próprio bem e pelo desgraçado bem do resto
do mundo, pare com isso!”
Foi o que
senti, uma noite, ao sair de uma reunião no Voldac e ver um rapaz morto na
calçada. Ali era outra guerra, a guerra das drogas. Meu sentimento foi o mesmo
do soldado: Isso precisa parar! Quem pode dizer a cada jovem do mundo?: resolva
seus problemas por outro meio que não seja as drogas!
O oficial
volta a falar: “Que aconteceria se todos os jovens do globo se levantassem e
dissessem: Já estamos fartos de morrermos cedo. Não acompanharemos mais essa
desgraçada tolice. Queremos viver em paz, estudando, trabalhando, criando outros
jovens e construindo”.
Depois da 2ª
Grande Guerra, uma geração de jovens decidiu protestar contra outras guerras.
Foram os hippies e os pacifistas. Mas foi ali também que eles iniciaram a grande
guerra suja dos tóxicos. Detesto pensar assim, mas às vezes parece que a conclusão
do capitão é a mais plausível: Viver em Paz, isto jamais acontecerá!


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