Concordo com
tudo isso escrito no livro Sr. Smith – uma maneira de dizer que é uma pessoa comum, um
Silva qualquer – p. 50: “O que me parece terrível é haver em nosso mundo moderno
tão pequeno espaço para pensar. Uma das razões disto é que os desprovidos de mente
se multiplicam mais depressa que os que param pra refletir. Quem não pensa, não
se dá a consideração sobre sua própria pessoa, nem sobre seu ambiente mutante,
sua fé ou o universo. Ficam ouvindo o rádio [olha que no tempo que esse livro
foi escrito o rádio era uma peça grande na sala onde a família se reunia para ouvir, ao anoitecer; imagine o autor vivendo hoje e vendo
todo mundo com fone de ouvidos escutando música?!], apenas um ruído para encher
o vazio da mente”.
Pensar,
pegar um objeto – pode ser um problema da firma ou da família, uma lei que o
governo tenta passar no Congresso, um dogma religioso, um fato histórico, etc –
e examiná-lo detidamente com os olhos da mente, é atividade mais importante do
ser inteligente. O livro repreende: “Somos escravos do rádio, dos automóveis e
dos telefones. Largamos tudo para atender um chamado, como se fôssemos ser
punidos com tortura se o deixarmos tocar até cansar”.
Tem aquela
antiga pergunta: Somos gente ou rato?
Esta pintura do amigo Ney Tecídio é um exemplo de quem pensa e cria.


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