quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Nós, homo sapiens, sempre pensamos naquilo.

“Como Adão viveu num tempo em que os homens já conheciam o fundamento de várias ciências não se podia confiar só na memória, mesmo ela sendo bem desenvolvida naquela época. Sendo um homem bem preparado, com conhecimentos de Astronomia, Astrologia, Teologia, História e Administração ele tinha muita necessidade de fazer um registro físico de tudo”.
Essas palavras são do meu livro Adão, Feito da Terra p.128 e explicam o impulso que levou o homem a aprender a escrever.
O livro, O 12º Planeta, mostra tabelas de escritas antigas. Nesta, as letras a esquerda foram criadas há 3.500 anos. Observe a letra delta, atual d e a koppa, o q de agora.

Neste outro quadro aparece as letras feitas pelos sumérios há 5.500 anos, quinhentos anos antes de Adão, a distância entre nós e Pedro A Cabral.
   
Observe o delta que significa mulher, é uma vulva. E kappa, representando homem, é um membro. Percebe-se como nós, homo sapiens, sempre pensamos naquilo. Veja que os símbolos representavam ideias, coisas, só séculos depois é que ganharam sons vocálicos e formaram palavras.

Veja quanto andamos, mas ainda não deixamos de pensar naquilo, ideia fixa que só Freud explica. 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Comentando "O 12º Planeta".

Por indicação do jovem advogado Klein, comecei a ler O 12º Planeta (1976), de Zecharia Sitchin. Ele também fala sobre a suméria, palco da história do meu livro, Adão, Feito da Terra.
“Os planaltos e as cadeias montanhosas estendidas em semiarco desde as montanhas Zagros, a leste (onde hoje o Irã e o Iraque têm uma fronteira comum), através das cadeias Ararat e Tauro ao norte, e depois descendo para o oeste e para o sul, para as terras montanhosas da Síria, Líbano e Israel, estão repletos de cavernas onde se preservaram provas da existência do homem pré-histórico”.

Mas sendo “cada cabeça uma sentença”, Zecharia está preocupado com a explosão de conhecimento do homem sumério e, como ele vivia a grande aventura espacial das décadas de 1960 e 70, procura provas diferentes das que procurei. No momento máximo da Guerra Fria entre EUA e URSS aconteceram as missões do Projeto Apollo que duraram de 1961 a 1972. 

E os pensadores “diziam lá com seus botões” p.5: “Enquanto nós próprios nos aventuramos no espaço, um olhar novo e a aceitação das Antigas Escrituras são mais do que oportuno. Agora que os astronautas aterraram na Lua e missões não tripuladas exploram outros planetas, é impossível não acreditar que uma civilização de outro planeta mais avançado que o nosso fosse capaz de fazer aterrissar seus astronautas no planeta Terra, algures no passado”.
Ele, e outros escritores dessa época, entenderam que o grande salto de conhecimento do ser humano foi feito com a ajuda de extraterrestres.
Sobre aquele tempo de pouco avanço, meu livro diz p.14: “Passaram-se 4.900 séculos e essas criaturas que deixaram sua marca no nosso DNA - tanto os registros de nossa evolução como acontecimentos que quase dizimaram nossa espécie – conseguiram avançar muito pouco intelectualmente. Aprenderam a se comunicar por gestos e sons, domesticaram animais, aprenderam para que serve as plantas, construíram utensílios de barro e pedra, fabricaram armas, produziram o fogo e aprenderam a guardá-lo e inventaram a roda. Não podemos julgá-los, mas é muito pouco em tanto tempo!”

Então, o homem aprende a agricultura e começa a escrever coisas que outros entendem. Aí tudo se apressou. Escritores daqueles anos, como o suíço Erich von Däniken e o seu Eram os Deuses Astronautas?, escrito em 1968, pensava que seres de outros planetas vieram ajudar os humanos. Porém, desde aqueles anos até agora, lá se vão 50 anos, ouvindo o Universo com dezenas de sonares eles se desapontaram. Nunca ouviram comunicações de outras civilizações, só ouvem o Grande Silêncio. 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Será que um dia poderemos dominar estes poderes?

Há leituras que são controversas, instigantes, e que provam nossa capacidade de aprender coisas novas o tempo todo. Assim é no livro As Doutrinas Secretas de Jesus. Veja o que o autor afirma na p. 47:
“A verdade é que as primitivas doutrinas e práticas cristãs continham mais mistérios e segredos genuínos relativos a leis e princípios naturais ainda desconhecidos do que os pagãos jamais haviam conhecido. Embora seja indiscutivelmente verdadeiro que nas primitivas religiões pagas encontramos muitos mistérios, eles não passam de inteligentes usos da lei natural. Os iluminadores ensinamentos de Jesus e seus discípulos desfizeram os engôdos de muitos enigmas pagãos, mas Jesus também trouxe uma nova luz para a compreensão desses antigos mistérios, e com isto fez com que eles evoluíssem para sublimes e transcendentais revelações e demonstrações da verdade”.
Os quatro evangelistas dão testemunho de que Jesus tirou muito pão e muita carne de peixe de uns poucos pães e peixinhos. Mesmo os bons cristãos procuram explicações para este milagre. Mas e se o Filho de Deus tivesse um poder que ainda não conseguimos dominar?

“Os mistérios que Jesus ensinou a Seus discípulos, e que foram por eles usados em seus trabalhos missionários específicos, nunca estiveram separados da igreja cristã. Entretanto, é verdade que, à medida que a religião cristã foi sendo sistematizada, ritualizada e modernizada, os mistérios transcendentais que Jesus veio revelar perderam-se, tornando-se finalmente desconhecidos até mesmo para os mais proficientes instrutores dos Evangelhos cristãos”.

Será que um dia estaremos evoluídos bastante para dominar estes poderes? De tão maravilhosos precisariam ser usados só para o bem.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

As reuniões secretas de Jesus.

Em cada cabeça uma sentença.
E assim é, cada pessoa vê um fato da história de sua maneira. Comecei a ler um livro que faz parte dos estudos maçônicos e da Rosa Cruz, é As Doutrinas Secretas de Jesus, de Spencer Lewis

Ele acredita que Jesus foi um enviado de Deus, mas que como homem ele ensinou mais do que uma forma de viver, ele ensinou uma ciência secreta. Veja esse trecho a p. 33:  
“Foi dessa forma que Jesus gradualmente expôs a Seus estudantes selecionados as grandes verdades secretas sobre os mistérios da vida e da morte e os valores espirituais da Terra e do Reino que estava por vir. Foi nessas reuniões que Ele provou e demonstrou que Sua doutrina não era apenas filosófica, religiosa, moral ou de mero valor ético, mas tinha também valor prático. Ele lhes ensinou a natureza da doença, sua causa e sua cura. Ensinou-lhes o quanto era falaz depender exclusivamente de ervas, drogas, bruxarias ou encantamentos e outras formas de tratamento, quando havia um grande poder divino que poderia ser e seria exercido através deles, tendo por elemento essencial o poder criativo usado por Deus no começo dos tempos e na criação do universo. A transformação de água em vinho, a restauração instantânea de ossos quebrados e tecidos necrosados, a volta do batimento a um coração sem vida, a doação da visão aos olhos cegos, a preparação de pão e peixe a partir de elementos invisíveis do espaço e outras,eram demonstrações do poder da lei natural e divina agindo em uníssono. Estes ensinamentos faziam parte dos procedimentos de cada uma dessas reuniões secretas. O caminho para a vida eterna, a verdadeira imortalidade da alma, a purificação do corpo e do Eu Interior, a consecução da beleza espiritual, do poder divino e da harmonização com Deus eram cuidadosamente explicados, passo a passo, em lições coletivas e instrução pessoal. A Lei do Triângulo e o significado da Trindade eram básicos em todas as discussões filosóficas e demonstrações alquímicas ou físicas das leis universais de Deus".
Esta visão do Cristo o transforma de um pastor sacerdote num mago cheio de poder.
"Podemos fechar os olhos e ver o local mais importante dessas reuniões, o Cenáculo.

Deve ter sido bastante amplo para acomodar cento e vinte pessoas, e ter espaço para as demonstrações. Sabemos com certeza que esse local foi reservado para o uso exclusivo de Jesus e seus estudantes por um longo período de tempo, mas isso significou muito pouco para os estudantes do cristianismo no passar dos séculos”.

Segundo ele os milagres de Jesus eram efeito de um elemento essencial o poder criativo usado por Deus no começo dos tempos e na criação do universo. É o que eu e você cremos, mas dito de forma diferente e muito intrigante.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

É prato feito para uma piada.

Abri o caderno Prosa e Verso e na última página vi um artigo sobre o Charlie Hebdo: ah, de novo não!, mas li ... e descobri. Isabel Lustosa 

disse assim: “Nestes tempos de ampla liberdade política e de opinião, quem exerce controle são movimentos sociais organizados. A imposição de uma linguagem politicamente correta tenta eliminar do acervo de anedotas as que possam ser preconceituosas contra negros, mulheres, judeus e homossexuais”.
Parei pra pensar: ainda ficaram as louras, os fumantes... e os MUÇULMANOS! Ocorreu-me o apelo patético de líderes árabes: Também, para que ficar mexendo com o profeta e Alá?!
Isabel disse, ainda: “Se há quem se queixe que isso representou empobrecimento dos recursos humorísticos, é preciso lembrar que a cultura se modifica com a modificação dos costumes e valores”.
Neste trecho refleti: os líderes islâmicos condenaram a barbaridade daqueles rapazes porque elas trazem desprezo pela Alcorão e seu profeta. É isto. O bizarro, o que ofende o gênero humano – a cultura de hoje não valoriza mais os atos heroicos de guerra – é prato feito para uma piada. 

Um jovem me disse, ontem, que está escrevendo sobre “falso moralismo”. O hipócrita também dá uma piada perfeita.

Então, meditei: o que será que vai acabar primeiro, a falta de paciência  dos árabes com a opinião dos outros ou as caricaturas sobre eles? 

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Por uma solidão que sufoca.

Vivemos numa época designada como pós-moderna, e não podemos fazer nada quanto a isso.
Muita calma. O filósofo Walter Benjamin, que estou lendo no livro Sobre o Conceito de História, disse sobre o que se lê nesse tempo:
“A capacidade de contar histórias declinou com as transformações trazidas pela sociedade capitalista. Foi substituída pelo romance e pelo jornalismo. Os jornais cumprem a exigência do público, trazer notícias novas a cada dia [Benjamin não imaginava, mesmo com sua visão antecipadora, que hoje teríamos notícias novas a cada minuto]. O romance acabou com a troca de experiências [a razão que causou o descobrimento da escrita há 6 mil anos e da qual falo no meu livro, Adão, Feito da Terra], veio suprir a necessidade do sujeito moderno de expandir cada vez mais seu espaço interno, esse eu interior hipertrofiado por uma solidão que sufoca. Com a inexistência de uma experiência comum, a história e a memória coletiva desapareceram”.
No Sri Lanka o papa Francisco falou sobre o desafio para os homens modernos tão isolados uns dos outros: “Sobretudo neste momento da história há tantas pessoas de boa vontade que procuram reconstruir os fundamentos morais do conjunto da sociedade. Almejo que o crescente espírito de cooperação entre os líderes das diferentes comunidades religiosas encontre expressão num compromisso que ponha a reconciliação de todos no centro de qualquer esforço para renovar a sociedade e as suas instituições”.
Com outras palavras a jornalista Catalina Botero escreveu numa crônica sobre o massacre do Charlie Hebdo: “Muito se tem dito sobre o fundamentalismo islâmico, no entanto, esse pensamento não liberal e antidemocrático está, lamentavelmente, mais generalizado do que aparenta”.

Então, não podemos embarcar neste modo de vida “com um espaço interior hipertrofiado” e “com um pensamento não liberal e antidemocrático”. 

Sacudamos isso de cima da gente. Como disse o ladrão com um porco nos ombros: tire esse bicho daí!  

domingo, 11 de janeiro de 2015

Há duas maneiras de estudar o passado.

O filósofo Walter Benjamin (1892-1940), 

mente maravilhosa que percebia o que estávamos vivendo antes de nos darmos conta disso, explicou-as assim: “O passado se apresenta ao historicismo [uma das formas de interpretar o que aconteceu] como uma imagem eterna, por isso, através de uma investigação criteriosa pode ser conhecida integralmente. O historiador deve usar de empatia, capaz de compreender o fato segundo os critérios próprios àquele tempo, procurando resgatá-lo como realmente se deu. O investigador historicista deve despojar-se de todos os conhecimentos do seu momento atual, deve esquecer tudo aquilo que for posterior ao período analisado”.
Parece o certo, não é? Mas Benjamin tinha uma visão diferente: “Essa história que descreve um fato como um espetáculo, é a história contada pelos vencedores. Assim, é a perspectiva dos que venceram que é preservada de geração em geração. O historiador construtivista [a outra forma de estudar o passado] sabe que usar os óculos da pretensa imparcialidade científica significa encobrir os valores da cultura dominante preservada nos documentos deixados pelos vencedores. É preciso buscar os documentos dos que perderam. É trabalhoso na medida em que o número dos documentos deixados pelos vencidos são poucos. Ele precisa descobrir as iniciativas malogradas da construção de um possível futuro. Então, ele nos deixa perceber que o nosso presente poderia ser outro”. São textos de seu livro Tese Sobre o Conceito de História (1940).  

Em meu livro, Adão, Feito da Terra

procurei entender aquele homem não pela visão das religiões, dos que venceram e estão aí, mas pelo olhar dos derrotados, como Adão mesmo foi.