Abri o
caderno Prosa e Verso e na última página vi um artigo sobre o Charlie Hebdo: ah,
de novo não!, mas li ... e descobri. Isabel Lustosa
disse assim: “Nestes tempos
de ampla liberdade política e de opinião, quem exerce controle são movimentos
sociais organizados. A imposição de uma linguagem politicamente correta tenta
eliminar do acervo de anedotas as que possam ser preconceituosas contra negros,
mulheres, judeus e homossexuais”.
Parei pra
pensar: ainda ficaram as louras, os fumantes... e os MUÇULMANOS! Ocorreu-me o
apelo patético de líderes árabes: Também, para que ficar mexendo com o profeta
e Alá?!
Isabel
disse, ainda: “Se há quem se queixe que isso representou empobrecimento dos
recursos humorísticos, é preciso lembrar que a cultura se modifica com a
modificação dos costumes e valores”.
Neste trecho
refleti: os líderes islâmicos condenaram a barbaridade daqueles rapazes porque
elas trazem desprezo pela Alcorão e seu profeta. É isto. O bizarro, o que
ofende o gênero humano – a cultura de hoje não valoriza mais os atos heroicos de
guerra – é prato feito para uma piada.
Um jovem me disse, ontem, que está
escrevendo sobre “falso moralismo”. O hipócrita também dá uma piada perfeita.
Então,
meditei: o que será que vai acabar primeiro, a falta de paciência dos árabes com a opinião
dos outros ou as caricaturas sobre eles?



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