sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

É prato feito para uma piada.

Abri o caderno Prosa e Verso e na última página vi um artigo sobre o Charlie Hebdo: ah, de novo não!, mas li ... e descobri. Isabel Lustosa 

disse assim: “Nestes tempos de ampla liberdade política e de opinião, quem exerce controle são movimentos sociais organizados. A imposição de uma linguagem politicamente correta tenta eliminar do acervo de anedotas as que possam ser preconceituosas contra negros, mulheres, judeus e homossexuais”.
Parei pra pensar: ainda ficaram as louras, os fumantes... e os MUÇULMANOS! Ocorreu-me o apelo patético de líderes árabes: Também, para que ficar mexendo com o profeta e Alá?!
Isabel disse, ainda: “Se há quem se queixe que isso representou empobrecimento dos recursos humorísticos, é preciso lembrar que a cultura se modifica com a modificação dos costumes e valores”.
Neste trecho refleti: os líderes islâmicos condenaram a barbaridade daqueles rapazes porque elas trazem desprezo pela Alcorão e seu profeta. É isto. O bizarro, o que ofende o gênero humano – a cultura de hoje não valoriza mais os atos heroicos de guerra – é prato feito para uma piada. 

Um jovem me disse, ontem, que está escrevendo sobre “falso moralismo”. O hipócrita também dá uma piada perfeita.

Então, meditei: o que será que vai acabar primeiro, a falta de paciência  dos árabes com a opinião dos outros ou as caricaturas sobre eles? 

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