terça-feira, 1 de julho de 2014

Nos achamos inscritos num círculo relativamente pequeno

Minha esposa está estudando o livro O Segredo por trás do Segredo, e aprendendo algumas maneiras de alcançar o que quer e de conseguir ampliar seus interesses. E eu, lendo o livro Dêmian, de Herman Hesse – que aparentemente tenciona mostrar o desenvolvimento de um menino no final do século XIX – me presenteei com esta explicação (p.54):
Nós, os homens, temos um campo de ação muito mais vasto e interesses mais amplos do que os animais. Mas também nós nos achamos inscritos num círculo relativamente pequeno e poucos são os que conseguem ultrapassá-lo. Posso desejar muitas coisas, como por exemplo, que meu maior desejo seria chegar a Machu Picho ou algo semelhante; mas só poderei realizar esse desejo quando ele realmente existir em mim e todo o meu ser se achar penetrado por ele. Quando isso acontece, quando intentas algo que te é ordenado de dentro do teu próprio ser, acabas por consegui-lo e podes atrelar tua vontade como se fosse um cavalo”.

Hoje conversei com pessoas com diferentes profissões e formação educacional, e discutimos como há tanto para se compreender além do que vivemos dia a dia. Cada um, aparentemente pensa que está fazendo o que pode, mas como diz o texto acima nos “achamos inscritos num círculo relativamente pequeno e poucos são os que conseguem ultrapassá-lo”.
Entre aos quais levei meu livro estava a poetisa Vera Marins que fez este poema:
Estou indo embora,
você dizia,
mas aos poucos 
eu te perdia,
eu te olhava
e repetia:
não era isso que eu queria
E o segundo vereador negro da história da conservadora Barra Mansa, Lia Preto Firme. Contou-me que apesar de criado nos bairros mais pobres nunca se deixou seduzir pelo crime, ao passo que viu morrerem dezenas de jovens negros e pobres que não escolheram os melhores caminhos para si.                             


    

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