quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Por que têm erros cronológicos na Bíblia?

No século XVIII, com a filosofia positivista dominando o estudo acadêmico, os professores começaram um exaustivo estudo da Bíblia, não como a Palavra de Deus para o homem, mas como um livro dos homens. A Wikipédia explica: “O exame do texto bíblico pergunta quando e onde um texto se originou. Por quem, para quem, e em que circunstâncias ele foi produzido; que influências e fontes foram usadas em sua composição. Ele também se interessa pela natureza do texto, incluindo o significado das palavras e se vale de uma ampla gama de disciplinas acadêmicas, incluindo a arqueologia, antropologia, linguística, etc, para entendê-lo”.
Assim, o livro Zelota, ensina: “O evangelho de Marcos foi o primeiro a ser escrito, por volta de 70 e.C, quarenta anos depois da crucificação de Jesus. Parece que a comunidade cristã daquela época não estava preocupada com qualquer aspecto da infância e juventude de Jesus, pois não são relatadas neste evangelho. Ele começa falando: E foi assim que João Batista apareceu no deserto”. Os evangelho s de Mateus e Lucas foram escritos vinte anos depois, cerca de 90 e.C e basearam-se em escritos de cristãos dos anos 50 e.C e que os estudiosos chamam de documento Q. Nele havia informações sobre a infância de Jesus, incluindo as de que ele foi criado na pequena Nazaré mas nasceu em Belém.
Esse livro Zelota fala então de uma contradição na história de Jesus em Lucas (2:1-6): “E aconteceu naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse (este primeiro alistamento foi feito sendo Quirino presidente da Síria). E subiu também José da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi), a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz”. Dizem os registros romanos que o censo foi no ano 6 e.C e Jesus nasceu em 2 a.C. Então, o livro Zelota chega a conclusão que Jesus não nasceu em Belém. Porém, outros estudiosos dizem que alguma outra razão moveu José a levar sua família para Belém. Lá nasceu Jesus, como avisaram os profetas, e só voltaram a Nazaré depois do censo. Houve uma troca na ordem dos acontecimentos.

Quem tem fé de que há Deus e que Ele se comunicou conosco continua acreditando nos fatos principais da Bíblia, mas se pergunta: Por que o Pai Eterno deixou que este caso fosse contado assim, com erros cronológicos? 
Aproveito para mostrar outros amigos que compraram meu livro: Adão, Feito da Terra. Carla da Pet Au q Mia, Niterói; Cícero; Genival da Pet da 60; Milla, arquiteta da 33; Nilza, fisio da 33, e padre José Antonio da Paróquia São Paulo Apóstolo.
 

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Lá, essa euforia se transforma em desejo de matar.

Desde o início deste século quantas organizações muçulmanas violentas já vimos? Não dá para contar nos dedos das duas mãos. A atual é o Estado Islâmico e não vai parar de aparecer novas. O livro Infiéis, o Conflito, que estou terminando de ler, explica (p.225): “O historiador Alphonse Dupront disse: ‘Quando ouvimos as palavras “cruzada” ou “jihad” algo nos perturba, um medo que está vivo e é real’. Podemos determinar os meios pelos quais esses temores e esse ódio foram produzidos em nós. São dois tipos de opinião: existente, que está presente em nós desde antes de acontecer grandes conflitos; e a criada, formada quando de um grande ataque, pela exploração da mídia e pela propaganda política”.
Não devemos nos iludir, nunca haverá paz no Oriente Próximo. Como uma fagulha incendeia um capinzal seco, uma palavra tem um efeito terrível no meio daquela gente (p.239): “Falar em guerra santa se tornou um meio de rápida mobilização, livre do domínio da lei. Falar em ‘cruzada’ ou ‘jihad’ faz vibrar um forte sentimento, um irresistível chamado às armas. O geógrafo Cyril Graham quando esteve no Líbano viu e contou: ‘Senti que estava no meio de algum extraordinário frenesi de sangue, do qual toda a normalidade de desvanecera. Agora, os árabes falam com grande insolência e gabam-se do número de cristãos que mataram. Estão revertendo a seus antigos costumes”. Esse pintura de Eugène Delacroix, Massacre em Quios (1824), mostra como a luta entre árabes e cristãos e judeus já dura séculos.


Lembra-se do mês de junho que passou, do delírio e do desvario que tomou conta dos brasileiros durante os jogos da Copa do Mundo? Lá naquelas terras de além Mediterrâneo, essa euforia se transforma em desejo de matar.     

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Revisite o passado e aprenda com ele.

Dentro de nós existe uma imensa biblioteca de lembranças e vivências. O livro Amor e Trevas, do israelense Amos Óz, desvenda um pouco dessas riquezas represadas na gente. Na tese de mestrado sobre esse livro, a professora Luciana Salviano Brandão Lopes

comenta (p.61): “Há uma diferença fundamental entre esquecer para lembrar, e esquecer de lembrar. No entanto, nas duas ‘é colocado em questão o papel desempenhado pela memória, pela lembrança que conduz quem lembra à edificação de um monumento de si’. A memória, nesse caso, atuaria como duplo do eu e imporia ao sujeito que lembra a falsa consciência da sua plenitude e autonomia, ‘condenando-o a refazer o tecido de sua história sempre com os mesmos fios de um único e imutável trançado o qual, por não conter os fios que o Outro tece, é irremediavelmente alienante’. Por outro lado, no caso da memória operadora da diferença, o processo é de descobrimento, desconstrução, desterritorialização, processo produtivo que ‘tece com as ideias e imagens do presente a experiência do passado’”.
- Zé, com franqueza, não entendi nada.

Primeiro: ‘a memória conduz quem lembra à edificação de um monumento de si’. O homem pós moderno é instado a toda hora a viver seu presente e esquecer o passado, especialmente quando foi mau. Mas para a “edificação de um monumento de si mesmo”, é preciso visitar a grande biblioteca da memória. Não para “ refazer o tecido de sua história sempre com os mesmos fios de um único e imutável trançado”, o que nos condenaria a reviver um pesadelo, mas usar a memória como “um processo de descobrimento, de desconstrução, num processo produtivo”. Arranjemos espaço em nossa vida para revisitar o passado e aprender com ele.
Vou mostrar os novos amigos que adquiriram meu livro Adão, Feito da Terra: João, o engenheiro; Anísio da auto-escola; Hudson, o ciclista; e Rodrigo da autoShow.



sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Preciso fazer essa peregrinação.

Temos que “tirar o chapéu” para o serviço em favor da fé cristã feito pela Igreja Católica.
- Pô, Zé, tudo agora é a Igreja, você só tem falado nela.
Estou lendo o livro Infiéis, o Conflito quem tem quase 500 p, estão tenho encontrado muito coisa boa de refletir. Como essa informação p.190: “Um cavaleiro, lá pelo ano 1000 e.C deixou todos os seus bens para a abadia de Cluny e partiu para a Terra Santa. Aos amigos, disse: ‘Decidi ir para Jerusalém onde Deus se fez homem e falou com os homens, para o adorar onde ele caminhou’”.  
Mas as viagens dos crentes fervorosos haviam começado bem antes, no século IV: “A peregrinação cristã começou no reinado do imperador Constantino. Sob seu governo foram empreendidos grandes esforços para localizar e restaurar lugares bíblicos perdidos. Sobre a gruta do Santo Sepulcro foi construído um vasto complexo para visitação. A mãe de Constantino autorizou, por sua própria conta, a construção de uma igreja em Belém e outra no monte das Oliveiras. Ela, Helena [santa], também foi responsável pela redescoberta das, por tanto tempo perdidas, cruzes de Jesus e dos dois malfeitores. Essas relíquias tinham sido guardadas pelos primeiros cristãos. A identificação de qual delas tinha suportado o corpo do Filho de Deus foi simples. Deitaram uma mulher gravemente doente sobre cada uma delas e sobre a qual teve milagrosa recuperação foi declarada a cruz de Cristo. São Jerônimo que viveu em Jerusalém, disse p.405: “O tempo me impede de relatar minuciosamente os santos, mártires e bispos que vieram a esta cidade. Todos diziam que sua devoção seria incompleta e faltaria a sua virtude um retoque final, a menos que adorassem a Cristo no próprio lugar onde viveu e morreu por nós”.

Se hoje, um cristão de qualquer denominação consegue fazer uma completa via sacra pelos lugares em que Jesus andou, muito deve a Igreja Católica.
Mais um painel cheio de gente bonita: Drs. Gilson (ortopedista) e Marco (medicina nuclear), Mônica da ótica Brasil, Jamil&Jamile da FitSure, Rosângela da Laprodonto e Alexandre da Sulkscrin.
    

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Um escritor parece estar montando um dinossauro a partir de um osso só.

“Uma narrativa pode ter a função de catarse, pois, como uma carta pode também ser endereçada àquele que a escreve, já que, ao escrever, também se lê aquilo que foi impresso no papel”.

O escritor israelense Amós Oz revela assim que a escrita de seu livro Amor e Trevas, o fez “colocar pra fora” emoções represadas, tanto amorosas como odiosas.
“O ato de escrever é penoso, envolve leitura, rasura, o vai e vem das ideias e também certa estética na escolha das palavras e parágrafos. O escritor lê, conserta, rabisca, apaga o que escreve, pensa em novas palavras ou ideias, e, em algumas vezes, até desiste do que está narrando”.
A professora de Literatura, Lucina S. Brandão Lopes, fez esse comentário: “Sabe-se através de ensaístas e escritores que a literatura é faltosa e que é impossível escrever tudo. Há sempre algo valioso, entretanto, que pode ser resgatado por meio da escrita”. 
Oz, acrescenta: “Senti-me um cientista, um paleontólogo desenterrando um pedacinho de um dinossauro para chegar à dimensão real da ossada dele. Descrevo um ambiente em que tudo era secreto e escondido, então foi como desvelar o oculto”.
Assim mesmo me sentí escrevendo Adão, Feito da Terra. Mais amigos que vão lê-lo: 

Brito, em sua peixaria no Aterrado; Matiola e Valtair, grandes ciclistas; Fernanda, em sua loja de confecções na São João; Gustavo, gerente da loja de decoração na Amaral Peixoto; e o jovem advogado Pedro; 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Essa informação é o alicerce de tudo.

É covardia alguém ler um livro como Zelota, tendo pouco conhecimento da Bíblia. Reza Aslan sabe muito de história, economia e geografia da Palestina do tempo de Jesus, mas como lhe falta o primordial ele torce tudo. Quer ser o “descobridor da pólvora”.
Na p. 104 começa a falar de um personagem revelando muita mais do que se sabe medianamente: “João Batista saiu do deserto como uma aparição, um homem selvagem vestido com uma roupa tecida de pelo de camelo. Fez de seu território as margens do rio Jordão e percorreu todo comprimento pregando uma mensagem terrível: ‘O Reino de Deus está próximo. O machado já está colocado junto a raiz da árvore que não produz bons frutos. Ela será cortada e lançada no fogo’”.
Surge outro personagem: “Em algum momento ao redor do seu trigésimo aniversário, Jesus de Nazaré deixou a pequena aldeia montanhosa, abandonou sua casa e família e caminhou até a Judeia para ser batizado por João”.
Quem sabe sempre aprenderá mais lendo. Esse livro explica bem a ordem em que foram escritos os livros da Novo Testamento. A disposição em que aparecem na Bíblia não é cronológica. Na p. 18, diz: “O primeiro testemunho escrito foi de Paulo, um dos primeiros seguidores de Jesus, sua primeira carta aos Tessalonicenses, escrita entre 48 e 50 e.C. O primeiro evangelho foi o testemunho de Marcos  escrito algum tempo depois de 70 e.C”. O evangelho de Marcos é o relato básico da vida de Jesus. É seco e deixa de contar muita coisa que os outros evangelistas completaram. Assim, ele conta o encontro desses dois homens (Marcos 1:4-9 ): “Apareceu João batizando no deserto, e pregando o batismo de arrependimento, para remissão dos pecados. E toda a província da Judeia e os de Jerusalém iam ter com ele; e todos eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. E pregava, dizendo: Após mim vem aquele que é mais forte do que eu, do qual não sou digno de, abaixando-me, desatar a correia das suas alparcas. Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo. E aconteceu naqueles dias que Jesus, tendo ido de Nazaré da Galileia, foi batizado por João, no Jordão”.

O escritor entende diferente essa relação, e diz: “Jesus muito provavelmente começou seu ministério como apenas mais um discípulo de João. Alguns discípulos de João seguiram Jesus depois que João foi preso”. Ele defende o parecer de que Jesus foi um homem simples que as circunstância atirou na evidência. Falta-lhe a fé de que Ele era o filho unigênito de Deus. E essa informação não é de pequena monta, pelo contrário, é o alicerce de tudo.

O livro Zelota tornou-se um best-seller lido por milhares de pessoas, porque elas estão sempre ávidas para descobrir um fato da história que passou despercebido. Bom, mas é ler com cuidado.
Esta é a amiga de meu livro com mais idade; ela não a esconde, mas a revela com orgulho. Nasceu em 1933 e é mais ativa do que eu. Cuida de loja de enxovais de bebê, no Aterrado; uma vez por mês vai a Jacarepaguá visitar leprosos; quase cada semana vai a Quatis visitar os malucos no sanatório e ainda visita os presos na Casa de Custódia de VR. Esta mulher é um exemplo.

domingo, 7 de setembro de 2014

Não modificou minha maneira de ver a família de José.

Um amigo me disse, falando sobre meu livro Adão, feito da Terra: “Essa é sua maneira de relacionar o que conta a História com o que a Bíblia diz”. Cada obra literária é isso, a visão do autor sobre um assunto. Assim, quando comecei a ler Zelota, como um caçador seguindo a presa, procurei a maneira de entender Jesus, do autor, o iraquiano Reza Aslan, formado em Havard. Na p. 13, lá estava: “Tornou-se muito real para mim, Jesus como um camponês judeu e revolucionário que desafiou o governo do mais poderoso império da época”. Não é minha maneira de “ver” Jesus, mas continuei a ler. Foi na p. 51 que Aslan, usando seu conhecimento histórico da Galileia do tempo de Jesus, disse: “A antiga Nazaré repousa sobre um cume irregular de um morro. No início de nossa Era Cristã não era habitada por mais do que cem famílias. Era uma pequena aldeia de camponeses em sua maioria analfabetos e agricultores, um lugar que não existia em nenhum mapa”. 

Até aí, tudo bem, mas na p. 59 ele dá uma estocada na fé da gente: “Em Nazaré havia pouco para um carpinteiro fazer. Rara encomenda de uma mesa, algum banco ou um mobiliário simples”. Fiquei chocado! Isto colocava aquela pequena família, José, Maria e Jesus, numa condição de extrema pobreza! E é isto que o escritor Aslan queria me enfiar na cabeça e no coração! Mas, na p. 63 ele faz outra revelação que pretende confirmar sua opinião sobre o nosso Nazareno, mas que teve efeito contrário. “Nazaré estava a uma curta caminhada de uma das maiores e mais ricas cidades da Palestina, Séforis, capital da Galileia. Rica, cosmopolita e influenciada pela cultura grega, as famílias de judeus de Séforis eram o resultado do governo modernizador de Herodes”.
Tenho dois amigos que me contam da vida de sua família num sítio próximo de Miraí. O pai, ‘seu’ Álvaro, era um excelente marceneiro que mesmo com um maquinário feito por ele mesmo fazia cadeiras com encosto curvo, móveis com belos detalhes e um sem número de produtos de madeira. ‘Seu’ Álvaro não fazia as caprichosas obras de marcenaria para os habitantes de seu distrito, do tamanho da antiga Nazaré, mas para Miraí, Leopoldina e outras cidades grandes. Com seu trabalho sustentava e educava seus vários filhos.

Portanto, o livro Zelota não modificou minha maneira de ver a família de José. Ele foi um ótimo profissional que ensinou sua arte a seu filho adotivo e dava a esposa uma vida condizente com a condição de descendentes do rei Davi que eram.   

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

É preciso mais do que estudar muito.

"Em 1568, os pais de todas crianças muçulmanas da Espanha entre 3 e 15 anos foram obrigados a levá-las ao padre de sua cidade para serem matriculadas na escola onde aprenderiam o castelhano, conhecimentos diversos e a doutrina cristã. O rei estava resolvido a salvar suas alminhas imortais". Isto é o que diz na página 176, do livro Infiéis.
Hoje, nossos candidatos a presidência prometem matricular todos os brasileirinhos na escola. Mas neste Estado laico ninguém está pensando em salvar suas alminhas, mas prepará-los bem para o mercado de trabalho. Mas tenho cá comigo que uma pessoa só preparada para trabalhar bem e que não tenha sua alma aprontada para crer e fazer o bem, vai ter muitos problemas. Como diz a música de Martinho da Vila, O Pequeno Burguês: "Vai ter é que penar um bocado. Um bom bocado! Vai penar um bom bocado".
Como são tantos os amigos que ficam com meu livro agora os coloco num painel.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

É o maior desprezo por alguém trata-lo como animal.

Um bom aluno de História, mesmo depois de anos, ainda lembra dos reis católicos espanhóis Fernando e Isabel. Mas talvez só recorde que eles ajudaram Cristóvão Colombo a montar sua expedição marítima que descobriu a América. Mas o livro Infiéis faz uma revelação.
Os árabes invadiram a Espanha em 711 com grande facilidade e por 700 anos edificaram cidades e edifícios belíssimos. Mas aos poucos os espanhóis católicos foram tomando suas cidades até que no reinado de Fernando e Isabel só Granada continuava como cidade muçulmana. Um convívio pacífico por mais de sete séculos terminou com rancor de ambos os lados. Tanto os cristãos quanto os muçulmanos referiam-se ao outros como porcos ou cães. O livro diz (p.130): “Bestializar qualquer ser humano, dar-lhe caráter de animal o torna desprezado, ao mesmo tempo em que humaniza quem acusa. Os cristãos tinham a concepção de que os judeus e os islamitas traziam uma mácula genética e jamais poderiam possuir a verdadeira fé católica”. Começou uma guerra contra Granada que durou 10 anos com a vitória dos católicos que já possuíam artilharia. “Na grande torre de vigia foi erguido uma grande cruz de prata e o povo gritou: São Tiago, São Tiago [padroeiro de Espanha] e Viva Castela do rei Fernando e da rainha Isabel. Os soberanos ajoelharam-se e todo exército seguiu-lhes o exemplo”. 
Pintura de Francisco Pradilla y Ortiz, Rendição de Granada com Fernando de vermelho e Isabel no cavalo branco.   

Depois disso eles emitiram decretos proibindo o culto muçulmano e exigindo que se convertessem ou que abandonassem tudo que tinham e voltassem para a África.

Todo essa convicção contra os árabes e judeus, nós brasileiros, descendentes dos portugueses que foram antigos espanhóis, herdamos. Não são estranhos os pré-conceitos que temos contra esses povos.
Mais amigos compraram o livro Adão, feito da Terra: Adriano, Moisés e Ronaldo, com agências de carro em Niterói, Ana com extração de areia, e Jurema na Unilar.