terça-feira, 2 de setembro de 2014

É o maior desprezo por alguém trata-lo como animal.

Um bom aluno de História, mesmo depois de anos, ainda lembra dos reis católicos espanhóis Fernando e Isabel. Mas talvez só recorde que eles ajudaram Cristóvão Colombo a montar sua expedição marítima que descobriu a América. Mas o livro Infiéis faz uma revelação.
Os árabes invadiram a Espanha em 711 com grande facilidade e por 700 anos edificaram cidades e edifícios belíssimos. Mas aos poucos os espanhóis católicos foram tomando suas cidades até que no reinado de Fernando e Isabel só Granada continuava como cidade muçulmana. Um convívio pacífico por mais de sete séculos terminou com rancor de ambos os lados. Tanto os cristãos quanto os muçulmanos referiam-se ao outros como porcos ou cães. O livro diz (p.130): “Bestializar qualquer ser humano, dar-lhe caráter de animal o torna desprezado, ao mesmo tempo em que humaniza quem acusa. Os cristãos tinham a concepção de que os judeus e os islamitas traziam uma mácula genética e jamais poderiam possuir a verdadeira fé católica”. Começou uma guerra contra Granada que durou 10 anos com a vitória dos católicos que já possuíam artilharia. “Na grande torre de vigia foi erguido uma grande cruz de prata e o povo gritou: São Tiago, São Tiago [padroeiro de Espanha] e Viva Castela do rei Fernando e da rainha Isabel. Os soberanos ajoelharam-se e todo exército seguiu-lhes o exemplo”. 
Pintura de Francisco Pradilla y Ortiz, Rendição de Granada com Fernando de vermelho e Isabel no cavalo branco.   

Depois disso eles emitiram decretos proibindo o culto muçulmano e exigindo que se convertessem ou que abandonassem tudo que tinham e voltassem para a África.

Todo essa convicção contra os árabes e judeus, nós brasileiros, descendentes dos portugueses que foram antigos espanhóis, herdamos. Não são estranhos os pré-conceitos que temos contra esses povos.
Mais amigos compraram o livro Adão, feito da Terra: Adriano, Moisés e Ronaldo, com agências de carro em Niterói, Ana com extração de areia, e Jurema na Unilar.




  

Nenhum comentário: