quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Revisite o passado e aprenda com ele.

Dentro de nós existe uma imensa biblioteca de lembranças e vivências. O livro Amor e Trevas, do israelense Amos Óz, desvenda um pouco dessas riquezas represadas na gente. Na tese de mestrado sobre esse livro, a professora Luciana Salviano Brandão Lopes

comenta (p.61): “Há uma diferença fundamental entre esquecer para lembrar, e esquecer de lembrar. No entanto, nas duas ‘é colocado em questão o papel desempenhado pela memória, pela lembrança que conduz quem lembra à edificação de um monumento de si’. A memória, nesse caso, atuaria como duplo do eu e imporia ao sujeito que lembra a falsa consciência da sua plenitude e autonomia, ‘condenando-o a refazer o tecido de sua história sempre com os mesmos fios de um único e imutável trançado o qual, por não conter os fios que o Outro tece, é irremediavelmente alienante’. Por outro lado, no caso da memória operadora da diferença, o processo é de descobrimento, desconstrução, desterritorialização, processo produtivo que ‘tece com as ideias e imagens do presente a experiência do passado’”.
- Zé, com franqueza, não entendi nada.

Primeiro: ‘a memória conduz quem lembra à edificação de um monumento de si’. O homem pós moderno é instado a toda hora a viver seu presente e esquecer o passado, especialmente quando foi mau. Mas para a “edificação de um monumento de si mesmo”, é preciso visitar a grande biblioteca da memória. Não para “ refazer o tecido de sua história sempre com os mesmos fios de um único e imutável trançado”, o que nos condenaria a reviver um pesadelo, mas usar a memória como “um processo de descobrimento, de desconstrução, num processo produtivo”. Arranjemos espaço em nossa vida para revisitar o passado e aprender com ele.
Vou mostrar os novos amigos que adquiriram meu livro Adão, Feito da Terra: João, o engenheiro; Anísio da auto-escola; Hudson, o ciclista; e Rodrigo da autoShow.



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