É covardia
alguém ler um livro como Zelota, tendo pouco conhecimento da Bíblia. Reza Aslan
sabe muito de história, economia e geografia da Palestina do tempo de Jesus,
mas como lhe falta o primordial ele torce tudo. Quer ser o “descobridor da
pólvora”.
Na p. 104 começa a falar de um personagem revelando muita mais do que se sabe
medianamente: “João Batista saiu do deserto como uma aparição, um homem
selvagem vestido com uma roupa tecida de pelo de camelo. Fez de seu território
as margens do rio Jordão e percorreu todo comprimento pregando uma mensagem
terrível: ‘O Reino de Deus está próximo. O machado já está colocado junto a
raiz da árvore que não produz bons frutos. Ela será cortada e lançada no fogo’”.
Surge outro
personagem: “Em algum momento ao redor do seu trigésimo aniversário, Jesus de
Nazaré deixou a pequena aldeia montanhosa, abandonou sua casa e família e
caminhou até a Judeia para ser batizado por João”.
Quem sabe
sempre aprenderá mais lendo. Esse livro explica bem a ordem em que foram
escritos os livros da Novo Testamento. A disposição em que aparecem na Bíblia não é
cronológica. Na p. 18, diz: “O primeiro testemunho escrito foi de Paulo, um dos
primeiros seguidores de Jesus, sua primeira carta aos Tessalonicenses, escrita
entre 48 e 50 e.C. O primeiro evangelho foi o testemunho de Marcos escrito algum tempo depois de 70 e.C”. O
evangelho de Marcos é o relato básico da vida de Jesus. É seco e deixa de
contar muita coisa que os outros evangelistas completaram. Assim, ele conta o
encontro desses dois homens (Marcos 1:4-9 ): “Apareceu João batizando no
deserto, e pregando o batismo de arrependimento, para remissão dos pecados. E
toda a província da Judeia e os de Jerusalém iam ter com ele; e todos eram
batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. E pregava,
dizendo: Após mim vem aquele que é mais forte do que eu, do qual não sou digno
de, abaixando-me, desatar a correia das suas alparcas. Eu, em verdade,
tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo. E
aconteceu naqueles dias que Jesus, tendo ido de Nazaré da Galileia, foi
batizado por João, no Jordão”.
O escritor
entende diferente essa relação, e diz: “Jesus muito provavelmente começou seu
ministério como apenas mais um
discípulo de João. Alguns discípulos de João seguiram Jesus depois que João foi
preso”. Ele defende o parecer de que Jesus foi um homem simples que as circunstância atirou na evidência. Falta-lhe a fé de que Ele era o filho unigênito de Deus. E essa informação não é de pequena monta, pelo contrário, é o alicerce de tudo.
O livro
Zelota tornou-se um best-seller lido por milhares de pessoas, porque elas estão
sempre ávidas para descobrir um fato da história que passou despercebido. Bom,
mas é ler com cuidado.
Esta é a amiga de meu livro com mais idade; ela não a esconde, mas a revela com orgulho. Nasceu em 1933 e é mais ativa do que eu. Cuida de loja de enxovais de bebê, no Aterrado; uma vez por mês vai a Jacarepaguá visitar leprosos; quase cada semana vai a Quatis visitar os malucos no sanatório e ainda visita os presos na Casa de Custódia de VR. Esta mulher é um exemplo.



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