Soren Kierkegaard nasceu em Copenhague, em 1813,
no tempo que Napoleão
levava a ferro e fogo a ideologia da Revolução Francesa aos outros povos da
Europa. Formou-se em Teologia e Filosofia e se tornou um dos grandes pensadores
da história humana. Na monografia de Pedro C.F. Santos ele comenta o livro
Conceito de Angustia: “Ele filosofa a partir do mito da queda de Adão e Eva. Kierkegaard
ensina que eles começaram a existir quando foram colocados diante da
possibilidade de escolher. A existência humana implica decisão, escolha, não eram
mais determinados pela natureza, como os antigos hominídeos. Enquanto viviam no
paraíso eles não conheciam a angústia. Assim, é a partir da queda que essa
emoção instaura sua morada na existência, torna-se presente no ser humano e o
homem será desde então um ser angustiado”.
Hoje
estamos cercados pela obrigação de fazer muitas decisões, a cada instante. Por
melhor que sejamos centrados não conseguimos ficar livres da angústia. Ela nos
atinge quando ficamos preocupados com a correção de uma decisão que tomamos.
Nenhum de nós vive mais num Paraíso onde havia uma só questão pendente, e como
o casal vivia bem daquela maneira um outro modo de existência, na verdade, nem
era uma questão a ser pensada. Quando eles passaram a imaginar como seria o
outro jeito de viver e isto começou a ganhar importância em suas vidas obrigando-os a tomar uma decisão, aí Adão e Eva, como eu e você, passamos a
sentir angústia: o medo de escolher errado, de ter uma severa perda.


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