quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Era quase tão difícil quanto a gente se livrar de Eduardo Cunha.

Colunas Vivas de São Pedro, é o livro e tese de doutorado, do jovem professor brasileiro, Leandro Duarte Rust.

Nele estou aprendendo sobre o panorama da Europa e da Igreja Católica logo após o ano 1000. “Aqueles eram tempos difíceis”. O professor respeita as posições da cúria, mas não entra no essencial: acreditar que a Igreja ainda estava sobre a supervisão de Jesus, o Deus Filho.
Mateus 16:15-19: Ele lhes perguntou: “E vocês, quem dizem que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “O senhor é o Cristo, o Filho do Deus vivente.”  Jesus lhe disse então: “Feliz é você, Simão, filho de Jonas, porque isso não lhe foi revelado por homens, mas pelo meu Pai, que está nos céus.  Também, eu lhe digo: Você é Pedro, e sobre esta rocha construirei a minha congregação, e os portões da Sepultura não a vencerão. Eu lhe darei as chaves do Reino dos céus, e tudo o que você amarrar na terra, já terá sido amarrado nos céus, e tudo o que você soltar na terra, já terá sido solto nos céus.”
O papa Nicolau II publicou a decretal, Em Nome do Senhor: “No ano de 1059 de sua Encarnação, perante os santos evangelhos decretamos: Quando o bispo desta Igreja Romana Universal vier a falecer, os cardeais bispos decidam entre si e com a aprovação do povo a eleição do papa, evitando assim que a triste moléstia da venalidade não tenha oportunidade de se perpetuar”.
O contato estreito entre o bispo principal e os imperadores vinha desde Constantino e se intensificou durante e após o reino de Carlos Magno. Chegou ao ponto do papa ser escolhido pelo imperador. O escolhido não deixava de ser um cristão muito dedicado, mas então o Espírito Santo tinha de usar o imperador para designar quem Deus queria na direção da Igreja. Mas no princípio não foi assim. Os bispos impuseram as mãos sobre o sucessor de Pedro.
Esta situação também facilitava o “tráfico de simonismo, até ao ponto em que a coluna do Deus Vivo parecia vacilar”. Simonismo é um termo que vem de um homem chamado Simão que quis comprar de Pedro o poder de curar. Alguns maus cristãos pagaram propina para serem eleitos bispos e era um custo para a Igreja se livrar dessas pragas. Quase tão difícil quanto a gente se livrar de Eduardo Cunha, hoje.  

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