Uma crônica sobre o livro Terrorismo e Martírio, de Gilles Keppel,
nos alerta: “Abou Moussab Al-Souri prega a resistência islâmica mundial
e idealizou o Estado Islâmico
atuando em dois níveis: no mundo virtual, usando as mídias sociais,
e no mundo real, na guerra na Síria. Através do Facebook, You Tube e Twitter
eles cooptam jovens para matar em suas próprias cidades, ou recrutam soldados
para enviar à Síria e Iraque. Textos de doutrina sobre escolha de alvos e os
métodos, são enviados pelas redes sociais e os jovens têm autonomia para
escolher onde atacar”.
Lili me perguntou mais de uma vez: Mas onde fica o Estado
Islâmico? Disse-lhe que os líderes se escondem em algum buraco, talvez bem
próximo de onde foi o Jardim do Éden – local que identifico em meu livro Adão,
Feito da Terra. Mas esse estudioso diz que esse exército é diferente, seus
pequenos pelotões estão em toda parte: “a guerra virtual, através das novas
tecnologias digitais continuará sendo desenvolvida em diversos locais por
células autônomas”.
Mas o que este exército do Mal quer? “O Estado Islâmico
provoca o Ocidente para que a reação da sociedade também seja radical e
favoreça o surgimento de uma islamofobia que fará com que os árabes e
descendentes passem a ser maltratados e tenham que escolher o seu lado do
conflito. Será difícil vencer com bombas uma guerra ideológica que oferece para
os jovens uma situação real que se parece em tudo com os joguinhos eletrônicos
de realidade virtual que estão acostumados a jogar”.
E a opção não é nos afastarmos da adoração à Deus por causa desses doidos.


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