Quando você for julgar é bom que tenha um conhecimento bem
abalizado da matéria para não cometer injustiça.
Os fundadores das congregações protestantes, especialmente as que surgiram no século XVIII, eram tentados a chamar a Igreja Católica de a Grande Babilônia, e uma das razões é que o catolicismo se apropriou de datas
pagãs transformando-as em festividades cristãs. O livro Colunas Vivas de São
Pedro informa muito sobre isto (p. 199): “O papa estabeleceu, conforme os
decretos dos santos pais, que o jejum de março fosse sempre celebrado na
primeira semana da quaresma e o jejum de junho na semana de Pentecoste”. Veja
bem, a Igreja Romana é Católica, o que significa dizer Universal, e à época tinha como objetivo servir aos francos, aos anglos, aos germânicos e à outros povos. “O tempo é, em todos estes
casos, um referencial padronizado a ser adotado por diferentes populações, uma
coordenada comportamental à qual deveriam se conformar os homens e as mulheres
de diversas partes da Cristandade”. Mas havia um problemão. “Na época em que
estas decisões conciliares foram tomadas, a heterogeneidade dos calendários era
atordoante. Às vezes, bastava ir de uma cidade para outra na Itália para
encontrar-se em um novo ano. No dia 25 de março enquanto os pisanos comemoravam
o início de 1100 os florentinos saudaram a chegada de 1101, enquanto em França
os parisienses permaneciam em 1099”.
Viu o tamanho do problema da Igreja de Cristo que precisava
apascentar gentes de todas as nações? “Esquivando-se destes riscos, o papado
empregou um tempo menos dúbio. Os meses destacados na liturgia correspondiam
aos pontos de alternância das estações e ao calendário agrícola. Desde o século
IV, o Concílio de Nicéia (325) recomendava que a páscoa fosse assinalada pelo
equinócio vernal que dava início a um novo ciclo de cultivo. No século VI a Sé
de Roma tornou prática para os cristãos a preparação para a Páscoa
estendendo-se por sete domingos, era a Quaresma. O jejum da Quaresma não era um
sacrifício já que nesta época do ano os celeiros estavam vazios e a fome se
avizinhava”.
Jesus havia dito (Mateus 24: 45): “Quem é realmente o
escravo fiel e prudente, a quem o seu Senhor encarregou dos seus domésticos,
para lhes dar o alimento no tempo apropriado? Feliz aquele escravo se o seu Senhor, quando vier, o encontrar fazendo isso! Digo a verdade a vocês: Ele o
encarregará de todos os seus bens”.

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