quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O primeiro entre vós, haja como um servidor.

Será que você tem um gosto parecido com o meu? Quanto aos lugares do mundo que gostaria de conhecer um dos primeiros é todo caminho de Santiago de Compostela

O livro, Infiéis, o Conflito, de Andrew Wheatcroft, fala desta cidade a página 119: “Os cristãos espanhóis diziam que esse santuário era o lugar mais sagrado da Europa. Foi ali que, por volta de 818, os restos mortais de São Tiago foram milagrosamente descobertos. Esses ossos não eram do apóstolo [mas do bispo de Jerusalém, o escritor do livro bíblico Tiago, o irmão do Senhor]”. Foram muitos os testemunhos de que o santo aparecia nos campos de batalha entre cristãos e muçulmanos, montado em um cavalo branco sempre dando vitória aos primeiros. Por isso ele ficou conhecido dos espanhóis como São Tiago mata-mouros. “Mas em agosto de 997 o califa de Córdoba, Al-Mansur avançou com seus exércitos para o norte e arrasou a cidade. Todavia os ossos do santo foram deixados em paz”. 
Esse árabe era um homem estranho. Construiu um palácio magnífico cuja muralha media 1,5 km e que foi decorado com os mármores mais bonitos e mobiliado com móveis recobertos de marfim. Mas pessoalmente ele era modesto: 

“Quando um visitante ilustre era conduzido ao califa, entrava em um salão magnífico onde em um trono esplêndido sentava-se um homem vestido de seda. Quando o visitante reclinava-se, o dignitário dizia: levante a cabeça, não sou senão um escravo. Isto se repetia duas vezes.  Por fim adentravam-no em um pátio cujo chão era de terra, em cujo centro estava o califa. Seus trajes eram de tecido grosseiro e sentava-se no chão, com a cabeça curvada; em frente a ele estavam o Alcorão, uma espada e uma pequena fogueira. O soldado dizia: Vede, o soberano”. Nesse ponto Jesus e Maomé ensinaram a mesma coisa: quem quiser ser o primeiro entre vós, haja como um servidor.
E a galeria dos amigos que adquiriram meu livro cada vez aumenta mais: Alexandre, amigo ciclista; Beatriz advogada; Fernando, advogado previdenciário lá de Serra Negra, SP.



domingo, 24 de agosto de 2014

A civilização tem de ser defendida contra o indivíduo.

Civilização humana, é a expressão pela qual quero significar tudo aquilo que ajudou a vida humana a se elevar acima de sua condição animal e inclui todo o conhecimento e capacidade que o homem adquiriu com o fim de controlar as forças da natureza e extrair a riqueza desta para a satisfação das necessidades humanas”.
Esta definição foi feita por Sigmund Freud no opúsculo O Futuro de uma Ilusão e serviu como introito para um sério estudo psicológico. Continuou: “Civilização, inclui todos os regulamentos necessários para ajustar relações dos homens uns com os outros e, em especial, com a distribuição da riqueza disponível”.
Freud nos ajuda a ver que a civilização tem sua parte boa, que nos interessa, e outra ruim. Esta é que faz o cidadão escamotear impostos, pagar mau a seus funcionários e ser vândalo durante um protesto.
“O indivíduo é virtualmente inimigo da civilização, embora se suponha que esta constitui um objeto do interesse humano. Por pouco que os homens sejam capazes de existir isoladamente, sentem, não obstante, como um pesado fardo e mesmo um sacrifício, o que a civilização deles espera a fim de tornar possível a vida comunitária”.
Daí, Freud diz que existe um paradoxo: a civilização que existe para proteger a pessoa tem de se proteger contra ela: “A civilização, portanto, tem de ser defendida contra o indivíduo. Seus regulamentos, instituições e ordens dirigem-se a essa tarefa e servem para proteger a sociedade contra os impulsos hostis dos homens contra tudo o que contribui para conquista da natureza e a produção de riqueza”.

Vai entender a cabeça da gente!
Novos amigos vão saber como o ser humano se civilizou, lendo Adão, Feito da Terra: advogada Cida, da rua S. João; Roberto, o advogado do Aterrado; Mayla, do gás de Casa de Pedra e Joncésar, da imobiliária Altina.



quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A terra em que vivem é sempre uma zona de conflito.

Quando ordenou o ataque aéreo contra os fanáticos jihadistas no Iraque, Barack Obama disse: “As conquistas dos rebeldes desafiaram minhas previsões e planos”. Este estereótipo do soldado árabe existe desde o século VII. O escritor de História de Heráclito, Sebeos, assim descreveu o ataque árabe a Constantinopla: “Vieram de um vasto e terrível deserto, encheram a terra, conquistaram e esmagaram cidades com os pés. Assim se cumpriu a profecia do Apocalipse, a Quarta Besta, o mais desastroso de todos os reinos que transformará toda Terra num deserto”.

O livro Infiéis, diz (p.82): “Em julho de 717 um exército árabe de 80 mil soldados saiu do Oriente Médio e Norte da África e cercou Constantinopla numa longa linha curva. No mês seguinte, uma esquadra de 1.800 barcos pequenos e 20 navios de guerra repletos de soldados entrou no mar de Mármara e cercou a cidade pelo lado do mar. A luta encarniçada durou um ano”.
Muitos livros foram escritos narrando a sede de destruir e pilhar dos árabes. O livro, diz: “Eram guerras de conversão, um dever religioso ensinado no Alcorão, mas também eram um modo de ascensão social, pois nas pilhagens o habitante pobre do deserto ganhava riquezas para tornar sua vida mais cômoda”.


Esse povo continua o mesmo até hoje. A terra em que vivem é sempre uma zona de conflito. 

sábado, 16 de agosto de 2014

Dizem que Jesus nem chegou a morrer, casou e teve filhos.

Um escritor cercou-se de inúmeros manuscritos do primeiro século e escreveu Operação Cavalo de Troia, onde um homem de nosso tempo viaja ao passado e acompanha os últimos dias de Jesus Cristo antes de sua morte. A descrição é impressionante, com detalhes muito esclarecedores. Terminei o primeiro livro da série, Jerusalém. Passo para você o relato da ressurreição de Cristo.
“Maria, mãe do Senhor, disse: ‘- O Messias escreverá o seu epitáfio com uma só palavra: Ressuscitou’. José de Arimatéia balançou a cabeça tentando convencer-nos e convencer-se de que não devíamos acalentar falsas ilusões”. Por volta de duas horas de domingo o viajante do futuro foi esconder-se em frente ao túmulo do Mestre, e conta: “Ainda nem dois minutos tinham decorrido quando um abalo, ou vibração, fustigou o local. Ao mesmo tempo, e creio que foi isto o pior, um zumbido agudíssimo me feriu os ouvidos, perfurando-me os tímpanos. Pensei que fosse enlouquecer. Tentei proteger os ouvidos com as mãos, mas foi inútil. Então, um silêncio estranho e anormal caiu sobre nós. Não se ouvia o mais ligeiro som. Os soldados romanos, intrigados com o silêncio, tinham-se posto de pé. Pelas três horas e dez minutos, no meio daquele espesso silêncio, um calafrio percorreu-me dos pés à cabeça. Como um rugido, comecei a ouvir o lento, roçar de uma pedra por outra. Os legionários acorreram, mas poucos segundos depois começaram a recuar, tropeçando uns nos outros. - As pedras - gritavam em plena confusão. - As pedras estão se movendo sozinhas! Os guardas do Templo, invadidos por um pânico indescritível, fugiram em todas as direções. Então uma língua de luz ou radiação luminosa, de um branco azulado indescritível saiu do sepulcro. Em décimos de segundo desapareceu e tudo ficou no mais absoluto silêncio. Os soldados jaziam por terra, como mortos”. O homem de nosso tempo aproveitando a confusão correu para a entrada da cripta: “Comecei a suar... Entrava?... Tenho de entrar. E, acocorando-me, enfiei a cabeça. Desci as escadas e com o coração à beira de uma síncope, introduzi a tocha. A luz avermelhada da madeira ardente logo inundou a câmara sepulcral. Meus olhos fitaram aquele banco de pedra... vazio! E sem poder conter-me, as lágrimas começaram a correr-me pelo rosto. O medo tinha desaparecido. Jesus de Nazaré não estava! Como se aquele grande corpo se tivesse evaporado e a mortalha ficara, vazia”.

Muitos que se acham cristãos não creem nisto. Dizem que Jesus nem chegou a morrer,  foi levado vivo, casou e teve filhos. Trocando em miúdos: não houve nenhum projeto do Criador para ajudar os homens.
Mais amigos compraram meu livro: Eli em seu material de construção, Ivair em seu escritório de segurança do trabalho e Renato que me serviu vinho e queijo. 


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Eles sempre voltam e não é de hoje.

Você já ouviu falar de Rosa Cruz? Foi uma filosofia cristã surgida no caldeirão repleto de novidades que foi o século XV. Um amigo que abraça esse estudo mandou-me o documento Fama Fraternatis, onde se lê (p. 6): “No fim do século XV o descobrimento da América ampliou as fronteiras do homem. Também começava a circular documentos reproduzidos por uma técnica aperfeiçoada por Gutemberg, a imprensa. Uma filosofia chamada humanista reúne intelectuais em Academias e dão início ao estudo crítico das Sagradas Escrituras”. Começa o século XVI e novos ingredientes vêm se juntar ao caldo o que muda totalmente a posição do homem em relação ao Universo e transforma a humanidade: “O astrônomo polonês Nicolau Copérnico publica as provas do heliocentrismo. A Terra não é o centro do Universo. O historiador Jules Michelet batiza esse novo tempo de Renascimento. Em  busca do cristianismo original parte para Roma o monge dominicano Lutero que quer a Reforma da Igreja, mas que acaba dividindo-a”. É então que na Inglaterra um grupo de estudiosos – John Dee, Giordano Bruno, Francis Bacon e outros - promulgam o Manifesto Rosacruzes "que tem como objetivo: promover a busca do conhecimento para o benefício de toda humanidade”.

Quem disse que é preciso temer os novos tempos, eles sempre voltam e não é de hoje.  
Novos amigos, têm agora o meu livro para compartilhar de minha maneira de ver o mundo: Sonia & Luiz em sua loja, Valdiero em seu jardim, Frederico em sua academia



terça-feira, 12 de agosto de 2014

Não é só valorizar a beleza da Cris Vianna.

Quando o colega Álvaro, o Aranha, passa na frente dos que estão colocando as bikes na van e diz aos que reclamam: é meu direito às cotas, por ser negro, está, mesmo brincando, usufruindo do estado de consciência que a sociedade vem adquirindo.

- Ô frase longa, ‘seu’ Zé. Já estava ficando sem fôlego.
O livro Teologia & Negritude, diz (p. 106): “A valorização da identidade negra está condicionada não apenas ao conhecimento da história e da realidade dos negros no Brasil, mas sobretudo à capacidade de deixar-se seduzir pelas maravilhas da negritude. O ficar encantado com a riqueza  da vida e do mundo da negritude, é uma realidade que desafia as ações da sociedade a que eles também pertencem. Quanto maior for a  propensão ao se encantar com a realidade dos negros, tanto maior serão as possibilidades de descobrir e testemunhar a ação do Deus da Vida que se expressa nos valores culturais e no jeito de ser da comunidade negra”.
As leis que vêm sendo aprovadas a revelia dos preconceitos é fruto das ações dos movimentos sociais que começaram a ganhar impulso na década de 1970. Os grupos de capoeira, jongo, congada e os terreiros, além da conscientização política, como a do governo Brizola no Rio de Janeiro que criou uma Secretaria Extraordinária de Promoção das Populações Negras e as Pastorais dos Negros, da Igreja Católica.
“O chamado a integral ao Cristo não se dá renunciando aquilo que é próprio e característico de cada um. Trata-se de uma integração, obra do Espírito Santo, e Ele não integra reduzindo as diferenças, mas desenvolvendo-as. A unidade no Espírito é aquela que envolve a maior diversidade possível. Neste caso ela valoriza a identidade do negro, refaz sua imagem fazendo-nos ver que também é a imagem de Deus”.
- Então Zé, dar apoio aos negros não é só valorizar a beleza da Cris Vianna, né? 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Olhe a partir da perspectiva de Jesus.

Para se ler bem tem de se juntar o que está ali com o que há no coração da gente. Nossa experiência enriquece aquilo que outro escreveu. E quando duas ou mais pessoas leem juntas, aprende-se mais exatamente porque envolve outras vivências. Eu e Lili estamos lendo Lumen Fidei, do papa Francisco e ontem refletimos nesta frase: “Na fé, Cristo não é apenas Aquele em quem acreditamos, a maior manifestação do amor de Deus, mas é também Aquele a quem nos unimos para poder acreditar. A fé não só olha para Jesus, mas olha também a partir da perspectiva de Jesus e com os seus olhos: é uma participação no seu modo de ver”. Ter fé é ver a vida da maneira que Jesus viu, quando viveu como homem entre nós. Bacana, eu e Lili ficamos felizes de ter entendido isso.
Porém, hoje aprendi mais sobre este ensinamento. Fui ver um amigo, não, um irmão mais novo a quem devo muito. Fui encontra-lo na construção em que trabalha, na hora de seu almoço. Já havia almoçado e tinha um livro na mão. Vive lendo esse meu irmão. Em certo momento ele disse: ZéAdal, naquele caso da mulher adúltera havia três pontos de vista. Primeiro o dela, olhando apavorada os que queriam tirar seu sangue e sua vida, tão cheios de falsa justiça estavam. Segundo, o dos homens que pegavam pedras para apedrejá-la crentes que entendiam a vontade de Deus. Terceiro, o de Jesus que sabia porque ela levava essa vida e porque aqueles homens se sentiam justiceiros. Ele conseguiu, como uma frase, acordar neles como agiam sem justiça e ela perceber como podia ter uma outra maneira de viver. Ele fez isso porque via as pessoas como Deus as vê.


Tive de abraça-lo e agradecer por ter-me ajudado a perceber mais a fundo o que havia lido com Lili.
Mais amigos tomaram posse do que escrevi: Eliz, amiga Xuxu, e a professora de música, Iara.

  

domingo, 3 de agosto de 2014

Fui a FLIP em Paraty

- Zé foi mesmo a Paraty, gente!
Fui a FLIP, tanto para ver o movimento incrível de gente na feira do livro, como para divulgar o meu, Adão, Feito da Terra.
Depois da viagem de ônibus até Perequê saí pedalando na Rio-Santos. O visual das enseadas  que se abrem para o intenso azul do mar era motivo para fotografar a toda hora. Como na descida de Tarituba.
E não é só o mar, à esquerda a serra do mar é um paredão que dá respeito. Chegando a entrada do Sertão do Taquari tirei está foto. Toda aquela mata guarda mistérios e índios.
Mas o tempo era escasso. Já estava com a passagem para a volta para casa às 15:40. Eram 8 h e tinha de rodar quase 50km, chegar em Paraty e trabalhar. O peso nas costas, livros e banner tornou doloroso o pedal .
Estendi o banner bem ao lado da catedral e perto da ponte de acesso ao galpão da feira. Na foto o ciclista Diuk, a esposa e o cachorrinho.
Depois de atender alguns interessados fui almoçar e voltei mais 50 km. São Gonçalinho se guarda lá embaixo.
A estrada era uma pista para centenas de carros que vinham do Rio ou que voltavam. Logo cheguei, tomei um açaí e peguei o buzão.