Será
que você tem um gosto parecido com o meu? Quanto aos lugares do mundo que
gostaria de conhecer um dos primeiros é todo caminho de Santiago de Compostela.
O livro, Infiéis, o Conflito, de Andrew Wheatcroft, fala desta cidade a página
119: “Os cristãos espanhóis diziam que esse santuário era o lugar mais sagrado
da Europa. Foi ali que, por volta de 818, os restos mortais de São Tiago foram
milagrosamente descobertos. Esses ossos não eram do apóstolo [mas do bispo de
Jerusalém, o escritor do livro bíblico Tiago, o irmão do Senhor]”. Foram muitos
os testemunhos de que o santo aparecia nos campos de batalha entre cristãos e
muçulmanos, montado em um cavalo branco sempre dando vitória aos primeiros. Por
isso ele ficou conhecido dos espanhóis como São Tiago mata-mouros. “Mas em
agosto de 997 o califa de Córdoba, Al-Mansur avançou com seus exércitos para o
norte e arrasou a cidade. Todavia os ossos do santo foram deixados em paz”.
Esse árabe era um homem estranho. Construiu um palácio magnífico cuja muralha media
1,5 km e que foi decorado com os mármores mais bonitos e mobiliado com móveis recobertos
de marfim. Mas pessoalmente ele era modesto:
“Quando um visitante ilustre era
conduzido ao califa, entrava em um salão magnífico onde em um
trono esplêndido sentava-se um homem vestido de seda. Quando o visitante
reclinava-se, o dignitário dizia: levante a cabeça, não sou senão um escravo. Isto se
repetia duas vezes. Por fim adentravam-no
em um pátio cujo chão era de terra, em cujo centro estava o califa. Seus trajes
eram de tecido grosseiro e sentava-se no chão, com a cabeça curvada; em frente
a ele estavam o Alcorão, uma espada e uma pequena fogueira. O soldado dizia:
Vede, o soberano”. Nesse ponto Jesus e Maomé ensinaram a mesma coisa: quem
quiser ser o primeiro entre vós, haja como um servidor.
E a galeria dos amigos que adquiriram meu livro cada vez aumenta mais: Alexandre, amigo ciclista; Beatriz advogada; Fernando, advogado previdenciário lá de Serra Negra, SP.
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