Para se ler bem tem de se juntar o que está ali com o que há no
coração da gente. Nossa experiência enriquece aquilo que outro escreveu. E quando
duas ou mais pessoas leem juntas, aprende-se mais exatamente porque envolve outras
vivências. Eu e Lili estamos lendo Lumen Fidei, do papa Francisco e ontem
refletimos nesta frase: “Na fé, Cristo não é
apenas Aquele em quem acreditamos, a maior manifestação do amor de Deus, mas é
também Aquele a quem nos unimos para poder acreditar. A fé não só olha para
Jesus, mas olha também a partir da perspectiva de Jesus e com os seus olhos: é
uma participação no seu modo de ver”. Ter fé é ver a vida da maneira que Jesus
viu, quando viveu como homem entre nós. Bacana, eu e Lili ficamos felizes de
ter entendido isso.
Porém, hoje aprendi mais sobre
este ensinamento. Fui ver um amigo, não, um irmão mais novo a quem devo muito. Fui encontra-lo
na construção em que trabalha, na hora de seu almoço. Já havia almoçado e tinha
um livro na mão. Vive lendo esse meu irmão. Em certo momento ele disse: ZéAdal,
naquele caso da mulher adúltera havia três pontos de vista. Primeiro o dela, olhando apavorada os que queriam tirar seu sangue e sua vida, tão cheios de
falsa justiça estavam. Segundo, o dos homens que pegavam pedras para apedrejá-la
crentes que entendiam a vontade de Deus. Terceiro, o de Jesus que sabia porque
ela levava essa vida e porque aqueles homens se sentiam justiceiros. Ele
conseguiu, como uma frase, acordar neles como agiam sem justiça e ela perceber
como podia ter uma outra maneira de viver. Ele fez isso porque via as pessoas
como Deus as vê.
Tive de abraça-lo e agradecer
por ter-me ajudado a perceber mais a fundo o que havia lido com Lili.
Mais amigos tomaram posse do que escrevi: Eliz, amiga Xuxu, e a professora de música, Iara.




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