Um escritor cercou-se de inúmeros manuscritos do primeiro
século e escreveu Operação Cavalo de Troia, onde um homem de nosso tempo viaja ao
passado e acompanha os últimos dias de Jesus Cristo antes de sua morte. A
descrição é impressionante, com detalhes muito esclarecedores. Terminei o
primeiro livro da série, Jerusalém. Passo para você o relato da ressurreição de
Cristo.
“Maria, mãe do Senhor, disse: ‘- O Messias escreverá o seu
epitáfio com uma só palavra: Ressuscitou’. José de Arimatéia balançou a cabeça
tentando convencer-nos e convencer-se de que não devíamos acalentar falsas ilusões”.
Por volta de duas horas de domingo o viajante do futuro foi esconder-se em frente ao túmulo
do Mestre, e conta: “Ainda nem dois minutos tinham decorrido quando um abalo, ou vibração, fustigou o local. Ao mesmo tempo, e creio que foi isto o
pior, um zumbido agudíssimo me feriu os ouvidos, perfurando-me os tímpanos.
Pensei que fosse enlouquecer. Tentei proteger os ouvidos com as mãos, mas foi
inútil. Então, um silêncio estranho e anormal caiu sobre nós. Não se ouvia o
mais ligeiro som. Os soldados romanos, intrigados com o silêncio, tinham-se
posto de pé. Pelas três horas e dez minutos, no meio daquele espesso silêncio,
um calafrio percorreu-me dos pés à cabeça. Como um rugido, comecei a ouvir o
lento, roçar de uma pedra por outra. Os legionários acorreram, mas poucos
segundos depois começaram a recuar, tropeçando uns nos outros. - As pedras -
gritavam em plena confusão. - As pedras estão se movendo sozinhas! Os guardas do Templo, invadidos por um pânico indescritível, fugiram em
todas as direções. Então uma língua de luz ou radiação luminosa, de um
branco azulado indescritível saiu do sepulcro. Em décimos de segundo
desapareceu e tudo ficou no mais absoluto silêncio. Os soldados jaziam por
terra, como mortos”. O homem de nosso tempo aproveitando a confusão correu para
a entrada da cripta: “Comecei a suar... Entrava?... Tenho de entrar. E,
acocorando-me, enfiei a cabeça. Desci as escadas e com o coração à beira de uma
síncope, introduzi a tocha. A luz avermelhada da madeira ardente logo inundou a
câmara sepulcral. Meus olhos fitaram aquele banco de pedra... vazio! E sem
poder conter-me, as lágrimas começaram a correr-me pelo rosto. O medo tinha
desaparecido. Jesus de Nazaré não estava! Como se aquele grande corpo se
tivesse evaporado e a mortalha ficara, vazia”.
Muitos que se acham cristãos não creem nisto. Dizem que
Jesus nem chegou a morrer, foi levado vivo, casou e teve filhos. Trocando em miúdos: não houve
nenhum projeto do Criador para ajudar os homens.
Mais amigos compraram meu livro: Eli em seu material de construção, Ivair em seu escritório de segurança do trabalho e Renato que me serviu vinho e queijo.




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