Quando o colega Álvaro, o Aranha, passa na frente dos que
estão colocando as bikes na van e diz aos que reclamam: é meu direito às cotas,
por ser negro, está, mesmo brincando, usufruindo do estado de consciência que a
sociedade vem adquirindo.
- Ô frase longa, ‘seu’ Zé. Já estava ficando sem fôlego.
O livro Teologia & Negritude,
diz (p. 106): “A valorização da identidade negra está condicionada não apenas
ao conhecimento da história e da realidade dos negros no Brasil, mas sobretudo à
capacidade de deixar-se seduzir pelas maravilhas da negritude. O ficar
encantado com a riqueza da vida e do
mundo da negritude, é uma realidade que desafia as ações da sociedade a que
eles também pertencem. Quanto maior for a propensão ao se encantar com a realidade dos
negros, tanto maior serão as possibilidades de descobrir e testemunhar a ação
do Deus da Vida que se expressa nos valores culturais e no jeito de ser da
comunidade negra”.
As leis que vêm sendo aprovadas a
revelia dos preconceitos é fruto das ações dos movimentos sociais que começaram
a ganhar impulso na década de 1970. Os grupos de capoeira, jongo, congada e os
terreiros, além da conscientização política, como a do governo Brizola no Rio
de Janeiro que criou uma Secretaria Extraordinária de Promoção das Populações
Negras e as Pastorais dos Negros, da Igreja Católica.
“O chamado a integral ao Cristo não
se dá renunciando aquilo que é próprio e característico de cada um. Trata-se de
uma integração, obra do Espírito Santo, e Ele não integra reduzindo as
diferenças, mas desenvolvendo-as. A unidade no Espírito é aquela que envolve a
maior diversidade possível. Neste caso ela valoriza a identidade do negro,
refaz sua imagem fazendo-nos ver que também é a imagem de Deus”.
- Então Zé, dar apoio aos negros
não é só valorizar a beleza da Cris Vianna, né?



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