quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Um escritor parece estar montando um dinossauro a partir de um osso só.

“Uma narrativa pode ter a função de catarse, pois, como uma carta pode também ser endereçada àquele que a escreve, já que, ao escrever, também se lê aquilo que foi impresso no papel”.

O escritor israelense Amós Oz revela assim que a escrita de seu livro Amor e Trevas, o fez “colocar pra fora” emoções represadas, tanto amorosas como odiosas.
“O ato de escrever é penoso, envolve leitura, rasura, o vai e vem das ideias e também certa estética na escolha das palavras e parágrafos. O escritor lê, conserta, rabisca, apaga o que escreve, pensa em novas palavras ou ideias, e, em algumas vezes, até desiste do que está narrando”.
A professora de Literatura, Lucina S. Brandão Lopes, fez esse comentário: “Sabe-se através de ensaístas e escritores que a literatura é faltosa e que é impossível escrever tudo. Há sempre algo valioso, entretanto, que pode ser resgatado por meio da escrita”. 
Oz, acrescenta: “Senti-me um cientista, um paleontólogo desenterrando um pedacinho de um dinossauro para chegar à dimensão real da ossada dele. Descrevo um ambiente em que tudo era secreto e escondido, então foi como desvelar o oculto”.
Assim mesmo me sentí escrevendo Adão, Feito da Terra. Mais amigos que vão lê-lo: 

Brito, em sua peixaria no Aterrado; Matiola e Valtair, grandes ciclistas; Fernanda, em sua loja de confecções na São João; Gustavo, gerente da loja de decoração na Amaral Peixoto; e o jovem advogado Pedro; 

Um comentário:

Unknown disse...

Oi Adal, você criou este livro depois de muita pesquisa e interesse de passar para os outros seus conhecimentos. É difícil decidir qual é o tempo certo de parar com o rascunho a deixar a obra aparecer. Mas você foi em frente e lançou seu livro Adão, feito da terra.
Muito bom! Parabéns! Gostei muito dos leitores da foto.
Marcia Morelli