“Uma
narrativa pode ter a função de catarse, pois, como uma carta pode também ser
endereçada àquele que a escreve, já que, ao escrever, também se lê aquilo que
foi impresso no papel”.
O
escritor israelense Amós Oz revela assim que a escrita de seu livro Amor e
Trevas, o fez “colocar pra fora” emoções represadas, tanto amorosas como
odiosas.
“O
ato de escrever é penoso, envolve leitura, rasura, o vai e vem das ideias e
também certa estética na escolha das palavras e parágrafos. O escritor lê,
conserta, rabisca, apaga o que escreve, pensa em novas palavras ou ideias, e,
em algumas vezes, até desiste do que está narrando”.
A
professora de Literatura, Lucina S. Brandão Lopes, fez esse comentário: “Sabe-se através de ensaístas e
escritores que a literatura é faltosa e que é impossível escrever tudo. Há sempre
algo valioso, entretanto, que pode ser resgatado por meio da escrita”.
Oz,
acrescenta: “Senti-me um cientista, um paleontólogo desenterrando um
pedacinho de um dinossauro para chegar à dimensão real da ossada dele. Descrevo
um ambiente em que tudo era secreto e escondido, então foi como desvelar o oculto”.
Assim mesmo me sentí escrevendo Adão, Feito da Terra. Mais amigos que vão lê-lo:
Brito, em sua peixaria no Aterrado; Matiola e Valtair, grandes ciclistas; Fernanda, em sua loja de confecções na São João; Gustavo, gerente da loja de decoração na Amaral Peixoto; e o jovem advogado Pedro;



Um comentário:
Oi Adal, você criou este livro depois de muita pesquisa e interesse de passar para os outros seus conhecimentos. É difícil decidir qual é o tempo certo de parar com o rascunho a deixar a obra aparecer. Mas você foi em frente e lançou seu livro Adão, feito da terra.
Muito bom! Parabéns! Gostei muito dos leitores da foto.
Marcia Morelli
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